Kim e Trump reúnem para a história

Independentemente do resultado da cimeira entre os EUA e a República Popular Democrática da Coreia, agendada para o próximo dia 12, em Singapura, este é já um encontro histórico.
A reunião entre Kim Jong-un e Donald Trump foi colocada em perigo nas últimas semanas devido a declarações provocatórias de altos responsáveis e a provocações de facto (exercícios militares ao largo da Península Coreana, designadamente) por parte dos norte-americanos, mas esta segunda-feira, 4, a Casa Branca confirmou a existência de «progressos significativos» nas conversações preparatórias.
O presidente dos EUA garantiu a sua comparência em Singapura após ter reunido, em Washington, dia 1, com o general norte-coreano Kim Yong Chol, que lhe terá entregue em mão uma carta de Kim Jong-un.
Para a concretização do encontro entre Kim e Trump muito contribuíram os esforços de pacificação assumidos por ambas as coreias, nomeadamente a respeito do propósito comum de avançar para a desnuclearização da Península Coreana. Ainda na passada quinta-feira, 31 de Maio, Kim Jong-un reiterou, na sequência de um encontro com o responsável dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, Sergei Lavrov, em Pyongyang, o objectivo de «alcançar uma solução que considere os interesses de ambas as partes, através de um novo método numa nova era».
Posteriormente, Coreia do Norte e Coreia do Sul anunciaram o reinício das conversações militares a partir de 14 de Junho (os países encontram-se tecnicamente em guerra), parte da implementação do acordo de reaproximação estabelecido no final de Abril entre Pyongyang e Seul, o qual prevê desenvolvimentos em matérias de interesse comum, tais como a reunião de famílias separadas pela Guerra da Coreia (1950-53), a construção de vias de comunicação transfronteiriças ou a realização de investimentos e trocas comerciais.



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