«Maré popular» para travar Macron e apoiar a luta
FRANÇA Mais de meia centena de organizações sindicais, políticas e associativas apelam à participação numa jornada nacional de protesto contra as políticas de Macron e em apoio dos trabalhadores em luta.
50 organizações sindicais e partidos políticos juntos numa jornada de protesto
O apelo à participação na jornada designada «Maré Popular», que terá lugar no próximo sábado, 26, foi lançado da partir da sede da CGT, em Paris, onde se reuniram representantes de meia centena de organizações sindicais e formações políticas de esquerda.
Os promotores da iniciativa consideram urgente dar uma resposta ao presidente Emmanuel Macron, através de manifestações populares por toda a França.
A jornada terá um triplo objectivo: apoiar as lutas em curso, designadamente dos ferroviários, mas também na função pública, na Saúde, distribuição, entre outros sectores; obrigar Macron a recuar, contribuindo para uma alteração na relação de forças; e divulgar as alternativas preconizadas pelas diferentes organizações envolvidas.
Com desfiles já marcados em várias grandes cidades (Marselha, Toulouse, Lille, Aubenas, Poitier ou Nantes»), Paris será o palco para uma manifestação regional sob o lema «Igualdade, justiça social, solidariedade».
Sobre a diversidade das organizações promotoras, a CGT considera que «a situação e emergência social e a importância das lutas que se desenvolvem por toda a parte no país exigem que nos unamos para alargar o movimento social, permitindo que cidadãos que ainda estão alheados possam juntar-se-nos nesse dia por toda a França».
Greves prosseguem
Enquanto os ferroviários prosseguem o seu movimento de greves, os diferentes sectores da função pública realizaram, dia 22, uma terceira jornada nacional de greves e manifestações.
Depois das jornadas de 10 de Outubro e de 22 de Março, esta última greve foi convocada por todas as grandes federações sindicais (CGT, CFDT, FO, Unsa, FSU, Solidaires, CFTC, CFE-CGC e FA) representando 5,7 milhões de funcionários públicos, que contestam a reforma da Administração Pública, o congelamento dos salários e carreiras.