ONU pede diálogo no Saara Ocidental

O Conselho de Segurança das Nações Unidas, reunido a 28 de Abril em Nova Iorque, defendeu o recomeço das negociações para uma solução do conflito do Saara Ocidental.

A última ronda de conversações entre Marrocos, a potência ocupante, e a Frente Polisário, que luta contra a ocupação estrangeira, ocorreu em 2008.

O órgão de 15 membros da ONU aprovou, com 12 votos, uma resolução que prolonga por mais seis meses a Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (Minurso) e pediu às partes para retomarem o diálogo «sem condições prévias». China, Rússia e Etiópia abstiveram-se.

O mandato da Minurso, que conta 400 efectivos e um orçamento anual de 52 milhões de dólares, terminava a 30 de Abril, mas foi agora prolongado até 31 de Outubro deste ano com o objectivo de «impulsionar de novo o processo político na zona», segundo a Prensa Latina.

A resolução aprovada também pede aos estados vizinhos para contribuírem para o processo político e aumentar o envolvimento nas negociações. E destaca «a necessidade de avançar para uma solução política realista, viável e duradoura».

O enviado do secretário-geral das Nações Unidas para o Saara Ocidental, Horst Koehler, assegurou ao Conselho de Segurança que se vai realizar em 2018 uma nova ronda de negociações.

O Saara Ocidental é um dos 17 territórios não autónomos sob supervisão do Comité Especial de Descolonização da ONU. Em 1976, a Frente Polisário proclamou a independência do território e estabeleceu a República Árabe Saaraui Democrática, reconhecida por 80 estados.




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