Utentes e trabalhadores manifestam-se em Santiago do Cacém
Uma centena de pessoas – entre enfermeiros, assistentes operacionais, dirigentes sindicais, utentes e autarcas – participaram, sexta-feira, 6, numa concentração em frente ao Hospital do Litoral Alentejano (HLA), no concelho de Santiago do Cacém, em defesa do Serviço Nacional de Saúde, que em pleno século XXI «se encontra delapidado, fruto das opções políticas de sucessivos governos».
Numa moção aprovada no final da acção «pelo direito à saúde» e a «cuidados de saúde na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano» (ULSLA), considera-se «inadmissível» que não haja por parte dos ministros da Saúde e das Finanças «um despacho favorável à contratação de profissionais de saúde na ULSLA» e que não seja aprovado «o Mapa de Pessoal desta instituição, adequado às reais necessidades das populações».
A ULSLA é composta pelo HLA e pelos centros de saúde dos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e de Sines, no distrito de Setúbal, e Odemira, no distrito de Beja, abrangendo uma população residente de cerca de 97 mil habitantes.
Reivindicações urgentes
No documento exige-se «soluções imediatas» que passam pela pronta admissão e com vínculo definitivo de profissionais de saúde e assistentes operacionais; restabelecimento da totalidade de vagas dos vários serviços do HLA; ampliação da resposta assistencial; resolução urgente das obras de ampliação do HLA; cumprimento dos tempos máximos de resposta garantidos nas consultas/cirurgias e exames complementares de diagnostico de algumas especialidades.
As reivindicações estendem-se ainda à conclusão urgente das obras e abertura das extensões de saúde de Alvalade (Santiago do Cacém) e Torrão (Alcácer do Sal); à reparação/construção das extensões de saúde de Palma (Alcácer do Sal), Melides (Grândola), Vila Nova de Milfontes (Odemira), Saboia (Odemira), Santiago do Cacém, Vila Nova de Santo André (Santiago do Cacém), entre outras.
O protesto contou com a presença de Paula Santos, deputada do PCP à Assembleia da República.
Lisboa por saúde
Porque «a saúde não é um negócio», a Plataforma Lisboa em Defesa do Serviço Nacional de Saúde realizou, dia 6 de Abril, no Rossio, uma tribuna pública contra o encerramento dos hospitais de S. José, Santa Marta, Curry Cabral, dos Capuchos, Dona Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa. Estes equipamentos compõem o Centro Hospitalar Lisboa Central, EPE (CHLC), tendo em vista a construção do novo hospital Lisboa Ocidental, explorado por uma parceria público-privada (PPP).
Segundo a plataforma, «esta medida provocaria a redução de 400 camas, de milhares de trabalhadores, a diminuição de 40 por cento dos blocos operatórios e diversos gabinetes de consultas médica».