OLP decide cortar laços com o ocupante israelita
PALESTINA A Autoridade Nacional Palestiniana deve preparar a desvinculação das autoridades israelitas e exigir que o Conselho de Segurança da ONU reconheça o Estado da Palestina, decidiu a OLP.
A OLP exige que o CS das Nações Unidas reconheça a Palestina
Em reunião ocorrida no sábado, 3, o Comité Executivo da Organização de Libertação da Palestina, que conserva a competência em matéria de negociações de paz com Israel, decidiu instar a ANP preparar de imediato planos e projectos destinados a cortar laços políticos, administrativos, económicos e de segurança» com o ocupante.
Simultaneamente, a direcção executiva da OLP exige que o Conselho de Segurança das Nações Unidas reconheça a Palestina como Estado com capital em Jerusalém, e que a Assembleia Geral da ONU, entre outras instâncias, deixe de reconhecer o estado sionista enquanto este e os que o apoiam neguem os direitos nacionais palestinianos.
De acordo com a agência de notícias Wafa, citada pela Lusa, a OLP pretende, ainda, que o Tribunal Penal Internacional proceda à abertura de um processo contra as altas esferas políticas e militares de Israel pela acção desenvolvida em matéria de «colonatos discriminação racial e limpeza étnica», e exorta o presidente norte-americano a termine com «o discurso de ódio que nega a existência histórica do povo árabe palestiniano na Palestina».
A tomada de posição do Comité Executivo da OLP sucede a uma reunião do Conselho Geral da organização, realizada a meio de Janeiro, no qual foram aprovadas aquelas linhas orientadoras.
Natanyahu contestado
Entretanto, também no sábado, milhares de israelitas voltaram a protestar em várias cidades reivindicando a renuncia de Benjamin Netanyahu. Pela nona semana consecutiva, os participantes nas chamadas «marchas da vergonha» rejeitaram a continuidade do primeiro-ministro, acusado de corrupção, suborno e outros crimes.