Orçamento marcado por injustiças em Leiria

Na Assembleia Municipal de Leiria, de 15 de Dezembro, os eleitos do PCP lamentaram não ter sido ouvidos no momento de preparação do orçamento e das opções do plano porque, «mais uma vez, o PS não cumpriu o Estatuto do Direito de Oposição» (Lei 24/98).

Para os comunistas, o orçamento apresentado é marcado pela «injustiça fiscal, ao considerar descontos de taxas significativos para as empresas» (reforço de infra-estruturas urbanísticas e publicidade) e por prever «a venda de imóveis que não aceitamos, como é o caso de parcelas destinadas a espaços verdes».

O Partido manifesta ainda a sua oposição a alguns projectos «muito polémicos que só o PS defende», alguns ligados à mobilidade, e considera insuficiente «o investimento com os bombeiros municipais». Por outro lado, no orçamento «não está prevista a compra das antigas instalações do Instituto da Vinha e do Vinho e das ruínas da Casa de Lino António, nem a criação de delegações da Biblioteca Municipal», continua «a não estar previsto trabalho específico com a infância, a juventude e os idosos» e «as verbas destinadas ao planeamento e ordenamento do território mantêm-se insignificantes».

As críticas estendem-se à falta de verbas para os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS), «quando é tão necessário investir na modernização da rede de água e na conclusão da rede de esgotos», para as Salina da Junqueira, para o Vale do Lapedo, para o Centro Cultural de Marrazes e para o movimento associativo desportivo e cultural.

Ainda sobre o orçamento, os eleitos do PCP não sabem o que se pretende «fazer no Largo da República, para além dum parque de estacionamento» e manifestam preocupação «com o montante previsto» (quase nove milhões de euros) para a Avenida Heróis de Angola.

GOP
No que diz respeito às grandes opções do plano (GOP), alerta-se para o continuar «a deixar de fora» projectos prioritários, como a requalificação urbana da Maceira, a qualificação urbana do Rego de Água e da Gândara dos Olivais, a qualificação da zona industrial da Ponte da Pedra e de Monte Real, «para a sua transformação num centro termal atractivo e dinâmico».




Mais artigos de: Nacional

Vitória do táxi na Europa

O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) considerou, dia 20, que a Uber é uma empresa de transporte e não uma plataforma digital, permitindo às autoridades nacionais exigir-lhe licenças como as que estão requeridas aos profissionais...