Presidente croata reconhece crimes de guerra

A presidente croata, Kolinda Grabar-Kitarovic, exortou, dia 30, os cidadãos do país a reconhecerem que «alguns compatriotas na Bósnia cometeram crimes e devem ser responsabilizados».

A declaração da chefe de Estado teve lugar um dia após a condenação em recurso, pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, de seis chefes militares dos croatas da Bósnia, por crimes de guerra cometidos entre 1993 e 1994.

Um dos condenados, Slobodan Praljak, suicidou-se em pleno julgamento, ingerindo veneno, ao ver confirmada a sua condenação a 20 anos de prisão.

Praljak, que morreu aos 72 anos, já tinha sido condenado pelo TPI-J em 2013, juntamente com cinco ex-dirigentes e chefes militares dos croatas da Bósnia por perseguirem, expulsarem e assassinarem muçulmanos, com o objectivo de impor o domínio croata, através da limpeza étnica nas zonas que as suas forças controlavam.

A União Europeia, da qual a Croácia é membro desde 2013, pediu aos líderes dos Balcãs para respeitarem as decisões do tribunal.



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