Seixal exige solução urgente para a Transtejo

MOBILIDADE Autarcas e utentes do concelho do Seixal realizaram, dia 9, uma acção de protesto contra a redução permanente das ligações fluviais no rio Tejo.

Desde 2011 já foram suprimidas 16 carreiras diárias

Na segunda-feira, o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, em conjunto com o presidente da União das Freguesias do Seixal, Arrentela e Aldeia de Paio Pires, António Santos, e vários elementos da Comissão de Utentes dos Transportes apanharam o barco das 8h10 para Lisboa, como forma de mostrar a sua solidariedade para com a população do concelho que nos últimos tempos tem vindo a ver reduzido o número de carreiras diárias.

As inúmeras supressões de carreiras por parte da Transtejo têm sido alvo de milhares de reclamações e protestos por parte da população.

«Esta é uma situação insustentável, que prejudica diariamente a população, que paga um serviço do qual não usufrui», afirmou no local Joaquim Santos, lembrando que desde 2011 «já foram suprimidas 16 carreiras diárias» e «se tem vindo a acentuar o desinvestimento da empresa na manutenção e reforço da frota».

O eleito do PCP salientou ainda que, «apesar das várias reuniões e reivindicações da autarquia, até ao momento nada foi feito, apesar de em Junho deste ano o Ministério do Ambiente ter anunciado um investimento de 10 milhões de euros para o plano de manutenção da frota de navios da Transtejo e Soflusa».

Exigências ao Governo
O transporte fluvial assume um papel de extrema importância na mobilidade das populações, transportando cerca de cinco mil pessoas por dia para Lisboa, pelo que a Câmara Municipal do Seixal, com a população, reivindica mais carreiras, mais investimento nas frotas e a criação de novas carreiras que possam ligar os concelhos ribeirinhos do Seixal, Almada, Barreiro e Montijo.

De acordo com o Plano de Mobilidade e Transportes Intermunicipal, apresentado recentemente, o transporte fluvial de Lisboa encontra-se em 4.º lugar no mundo em termos de volume de passageiros médio diário de sistemas fluviais metropolitanos, com o total de 74 236 passageiros por dia, só superado por Istambul (150 mil passageiros), Rio de Janeiro (106 mil passageiros) e Nova Iorque (75 mil passageiros).

Segundo o mesmo documento, só no Seixal são transportados 5573 passageiros por dia, número que poderia ser superior se a oferta do número de carreiras fosse também superior.

A Transtejo é a empresa responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão com Lisboa, enquanto a Soflusa faz a ligação entre o Barreiro e a capital.

Faltam barcos na Soflusa

Pelo menos até amanhã, 13, a Soflusa – a aguardar que o navio Damião de Góis regresse do estaleiro e retome o serviço entre o Barreiro e Lisboa – está a operar com quatro navios, quando deveria ter seis embarcações a funcionar, advertiu, no início da semana, em nota de imprensa, a Federação de Sindicatos de Transportes e Comunicações.

Para a Fectrans, este problema «é o resultado de um plano que ao longo de muitos anos esteve em desenvolvimento pelos anteriores governos e administrações, que trabalharam para a privatização deste sector, situação que o actual Governo herdou, mas pouco tem feito para resolver».

Também o Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante (STFCMM) apontou a opção do Conselho de Administração da Soflusa de vender o navio Augusto Gil e os atrasos nas renovações dos Certificados de Navegabilidade como a causa do «problema de falta de navios para o desenrolar normal» daquela empresa de transporte fluvial. O sindicato alertou ainda para o facto de as manutenções dos pontões – onde se faz as atracações nos terminais – terem sido passadas para segundo plano, e estes estão sem «as devidas reparações e limpeza aos fundos».

Anteontem, 10, a administração da Soflusa apelou aos passageiros para evitarem as deslocações entre as 8 e as 9 horas, período durante o qual ocorreram vários incidentes no cais do Barreiro.




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