Os artistas
Amparanóia (Espanha)
Amparanóia é o projecto musical de Amparo Sánchez, uma das vozes mais típicas de Espanha. A paranóia de Amparo é a música e os seus discos dão-nos a impressão de penetrar nas músicas do mundo. A crítica nasce dos seus ouvidos atentos e do seu coração sempre à escuta. Por meio da música expressa a sua realidade e decide lutar por um mundo mais justo. Amparo Sánchez gosta de fazer canções e de cantar. O absurdo das guerras, as lutas de outros que passaram a ser também suas, os sonhadores e os valentes de quem tanto gosta.
António Zambujo
De António Zambujo escreveu um dia João Gobern tratar-se de um artista que nunca «se sentou comodamente no meio de uma qualquer ponte que ligue as duas escolas musicais» distinguidas internacionalmente como Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, o fado e o cante alentejano. Pelo contrário, ele traça um «peregrino equilíbrio entre estes dois mundos com identidades próprias, grandezas semelhantes, percursos paralelos e, também, afinidades por descobrir».
Boikot (Espanha)
Surgidos em 1987, os Boikot têm influências rock, punk, ska e folk. Dos primeiros passos dados em festas locais e bares, rapidamente passaram para festivais e digressões por países latino-americanos, como Cuba, México, Colômbia ou Argentina. Entre 1997 e 1999 lançam a trilogia La Ruta del Ché, a que se seguem outros trabalhos, explorando várias sonoridades e aprofundando a sua atitude rebelde, atenta e transformadora. Depois da América Latina foram os Balcãs a cativar o grupo, que somou as sonoridades locais às suas outras influências.
Cacique’ 97
Cacique' 97 é um colectivo de afrobeat luso-moçambicano que cruza o ritmo afrobeat característico da Nigéria com a tradição musical dos países lusófonos de África e do Brasil. É esta mistura que faz de Cacique’97 uma das bandas mais inovadoras do seu género. Junto desde 2005, o grupo tem cativado o público com a sua sonoridade quente, tão vibrante e interventiva, e uma energia em palco contagiante. As suas letras são retratos do Mundo no século XXI e da África Contemporânea.
Carlos Bica Trio «Azul»
A presença, na Festa, de Carlos Bica com o seu trio «Azul», formado pelo alemão Frank Möbus (guitarra) e o norte-americano Jim Black (bateria), tem o duplo significado de comemorar e sublinhar a circunstância de o grupo completar, este ano, 20 anos de uma existência estável mas altamente dinâmica quanto aos pressupostos estéticos da sua música. Com a particularidade de se ter estreado, enquanto tal, com os mesmos cúmplices mas ainda sem este «cognome», precisamente na Festa do Avante! de 1997.
Clã (O Disco Voador)
O Disco Voador dos Clã vai aterrar na Festa do Avante!. Os supernovos que vierem até ao Auditório 1.º de Maio podem escutar pequenas histórias extraordinárias, inventadas por Regina Guimarães, e ouvir canções que falam de meninos apaixonados, de amigos do peito, de cães com donos preguiçosos, de sonhos e medos e da vontade de saltar e dançar sem parar!
Dervish (Irlanda)
Com 28 anos de existência e 12 álbuns editados, os Dervish são considerados internacionalmente como um dos nomes mais importantes da música tradicional irlandesa. Na sua formação encontram-se alguns dos melhores músicos da Irlanda, liderados por Cathy Jordan, considerada por muitos como a voz mais distinta e a melhor intérprete da folk irlandesa. Excepcionais executantes, vozes de cortar o fôlego, os seus concertos caracterizam-se por arranjos cuidadosamente elaborados, explorando os ritmos e as infinitas complexidades da excelente música irlandesa.
Fogo Fogo
Como o vulcão da Ilha do Fogo ainda recentemente tragicamente provou, há forças nas entranhas da terra cujo avassalador poder ainda desconhecemos e que não são possíveis de prever ou antecipar. O mesmo acontece na música. Caso claro: Fogo Fogo, o projecto de Francisco Rebelo (baixo), João Gomes (teclas), Márcio Silva (bateria) e Danilo Lopes e David Pessoa (vozes/guitarra) que regularmente tem explodido com incontrolável energia na pista de dança da Casa Independente, verdadeira instituição cultural a funcionar no Largo do Intendente, ao serviço de uma nova Lisboa.
Gisela João
Três anos depois do álbum de estreia, Gisela João editou o seu muito aguardado segundo disco. Chama-se Nua e são fados como ela os sente e gosta de cantar. Tal como o primeiro disco, foi gravado fora do ambiente normal dos estúdios, entre o Palácio de Santa Catarina, em Lisboa, e a Cidadela de Cascais. O disco dá voz às palavras de alguns poetas da actualidade, visita temas clássicos e tradicionais e surpreende-nos mostrando que, vinda de onde vier – e vem de muitos sítios – a música que passa pela voz de Gisela João é fado. É esse o seu fado.
Helder Moutinho
O novo disco de Helder Moutinho chama-se O Manual do Coração, escrito na totalidade por João Monge para as músicas de Carlos Barreto, João Gil, Zeca Medeiros, Manuel Paulo, Marco Oliveira, Mário Laginha, Pedro da Silva Martins e Luís José Martins (Deolinda), Ricardo Parreira e Vitorino. O Manual do Coração é o quinto álbum em 20 anos de carreira, distando três anos do anterior, 1987, e foi aclamado como um dos grandes discos do «novo fado» (seja lá isso o que for) e como um dos melhores trabalhos da música portuguesa de 2013.
João Afonso
João Afonso veio dar marca a uma assinatura única na música portuguesa com o seu primeiro disco, Missangas, com o qual afirmou a sua criatividade e confirmou ter uma voz ímpar na música da lusofonia. Mantendo um estilo distintivo, marcado pela inovação e riqueza de composições, João Afonso apresenta um espectáculo comemorativo das duas décadas de música: 20 Anos de Missangas é um concerto de festa que põe em palco um grupo de excelentes músicos num espetáculo especial, cheio de cumplicidades e histórias musicais de múltiplas sonoridades.
João Barradas House Septeto
Entre as muitas e constantes surpresas que o jazz português tem proporcionado nos últimos anos – a ponto de configurar a cena nacional como uma das mais criativas e produtivas deste velho continente, na passagem dos séculos XX para XXI –, o surgimento de um talento extremo e universalmente reconhecido e aplaudido como o acordeonista João Barradas (até pelo invulgaríssimo instrumento escolhido neste domínio musical) veio surpreender mesmo aqueles que melhor conhecem, por dentro, a vertiginosa evolução do jazz nacional.
João Gil com Ala dos Namorados, Carlão, Celina da Piedade e Tatanka
A celebração ao vivo de 40 anos de canções é o que se espera do espectáculo de João Gil, um dos nomes mais conhecidos e reconhecidos da música portuguesa, não só como intérprete, mas essencialmente como compositor de algumas das músicas que farão para sempre parte da memória colectiva nacional. Saudade, 125 Azul, Loucos de Lisboa, Timor, Solta-se o beijo, Fim do Mundo, Rosa Albardeira, Xácara das bruxas dançando ou Perdidamente são apenas alguns dos temas do vasto reportório de João Gil, que neste projecto ganham outra vida na voz de convidados com novos e surpreendentes arranjos.
Júlio Pereira
Neste concerto Júlio Pereira revisitará Cavaquinho.pt, o seu último CD, bem como Cavaquinho, lançado em 1981, que entrou no ouvido de muita gente em todo o País e no estrangeiro. Júlio Pereira apresentará ainda vários temas do seu novo trabalho discográfico com lançamento marcado para Setembro de 2017, onde o som da pequena viola de quatro cordas se alia aos seus parentes madeirense e americano, numa criação de contemporânea mestiçagem. Em palco, resulta numa diversificada viagem por múltiplas paisagens sonoras.
Luís Bettencourt e Zeca Medeiros
Dois dos maiores cantautores açorianos apresentam-se num espectáculo que promete ser uma curiosa e inventiva viagem entre os sons e temáticas universais e a riqueza das raízes insulares que os unem. As suas carreiras andam a par com as mais diversas manifestações culturais que marcam a cultura açoriana nos últimos 40 anos. Acompanhados pelos seus músicos, os dois autores prometem apresentar um espectáculo único nesta edição da Festa do Avante!, onde não faltarão certamente alguns convidados especiais.
Mão Verde de Capicua e Pedro Geraldes com Francisca Cortesão e António Serginho
Mão Verde é um concerto temático, em torno das plantas, da agricultura, da alimentação, dos cheiros das ervas aromáticas, da cor das flores, com clara motivação ecologista. Começou por ser um espectáculo a dois, que entretanto deu origem a um disco e um livro – ou melhor, a um lisco e um divro, que sendo para crianças não se quer infantil. O disco tem música de Pedro Geraldes e lengalengas originais escritas e cantaroladas por Capicua e o livro, além das lengalengas escritas no papel, tem ilustrações de Maria Herreros e notas didáticas.
Mão Morta
Ao longo das últimas três décadas, os Mão Morta têm tido sempre uma palavra a dizer no rumo do rock em Portugal. Com uma discografia que soma mais de 12 discos de originais, aos quais se juntam registos ao vivo e compilações, a banda de Braga dividiu opiniões, criou alguns hinos geracionais e conta com um percurso onde não faltam episódios curiosos. Em 2017, editam o registo ao vivo do espectáculo comemorativo do centenário do Theatro Circo de Braga e assinalam os 25 anos do disco Mutantes S.21, que inclui o hino Budapeste, um dos que fez desta uma banda de culto.
Margem Soul
Margem Soul é uma banda oriunda do Seixal, constituída por nove músicos que misturam um conjunto de sonoridades dentro dos estilos hip-hop, soul, funk, reggae e rn'b. Em 2015 gravaram o seu primeiro DVD na Cine Incrível, em Almada, e em Setembro desse ano marcaram presença no Palco Novos Valores da Festa do Avante! como vencedores do distrito de Setúbal. O seu novo trabalho, O Tal Malandro, tem saída marcada para Setembro, confirmando 2017 como ano de crescimento e amadurecimento da banda.
Maurízio Presidente (França e Itália)
Maurízio Presidente é uma banda sediada em Berlim, mas cujos músicos têm origens muito distintas: vêm de França, Itália e Portugal e misturam-se na Alemanha. O seu estilo navega, tal como eles, pela Europa e não só. Da chanson française ao balkan, passando pelo swing e pelos ritmos afro-latinos, eles vão rumando por diferentes nacionalidades e paisagens. Estão de momento a apresentar o seu primeiro álbum e o Verão promete muita estrada para este colectivo multicultural.
Modena City Ramblers (Itália)
Os Modena City Ramblers são, em Itália, a mais importante banda do seu género, conhecido por ser uma mistura peculiar de folk e música do mundo com ska e rock. Bandolin italiano, flauta céltica e ritmos africanos convivem com guitarras eléctricas e baterias, violinos e acordeões e a influência punk das vozes. Ao longo de duas décadas venderam mais de um milhão de cópias dos seus discos e atraíram multidões aos seus concertos, tornando-se num nome consolidado da cena rock italiana. Em Março deste ano lançaram o seu mais recente disco Mani Comi Rami, ai Piedi Radici.
Newen Afro Beat (Chile)
Os Newen Afrobeat deixam a sua música falar por si. É um projecto enérgico, assumindo letras de intervenção com alegria e movimento, na boa tradição do afrobeat, iniciada por Fela, de quem bebem muita influência. Já têm na sua história um disco de originais e um EP de arranjos de temas clássicos de Fela Kuti, assim como um longo historial de estrada que passou por grandes festivais em todo o continente americano e por aquele que é um dos grandes festivais do afrobeat mundial, o Felabration, na Nigéria. Tanto em palco como em estúdio, já contaram com colaborações de grandes nomes do afrobeat.
Paulo de Carvalho
Paulo de Carvalho é um nome incontornável na música portuguesa das últimas décadas. Ao povo português deve os principais êxitos da sua carreira: E Depois do Adeus, Gostava de Vos Ver Aqui, Nini dos Meus Quinze Anos, Prelúdio (Mãe Negra), Os Meninos de Huambo, O Cacilheiro, O Homem das Castanhas, entre outras. Como intérprete já percorreu muitos caminhos e esteve em várias experiências: duas vezes vencedor no Festival RTP da Canção, participação em festivais na Bulgária, Polónia, Bélgica, Chile, Rio de Janeiro e Espanha. Como autor-compositor tem mais de 300 canções escritas.
Pedro Jóia
Pedro Jóia possui uma aplaudida carreira nacional e internacional que se estende por mais de duas décadas. O músico prepara um novo álbum para o segundo semestre do ano e ultima os detalhes para um novo concerto, recheado de novas e aventureiras composições, bem como de passagens em novo formato por alguns dos mais apreciados momentos da sua carreira. Neste momento o guitarrista apresenta-se normalmente em trio, criando um discurso intenso de envolvimento com o baixo e o acordeão, sempre com um elevadíssimo nível de execução técnica e artística.
Projecto Ciro
Acompanhado por Sérgio Quim, Tiago Silva, Carlos Campos e Pedro Boalhosa, Marte Ciro evidencia o que ficou debaixo da pele por cinco anos em intensa actividade com os Peste & Sida, ao tomar de assalto um baixo distorcido e um microfone para se apresentar ao público como frontman, sendo já por alguns considerado «um mestre de cerimónias de alto nível» (em Songs for the Deaf Radio). Depois dos EP Mudo (2013) e Surdo (2014), o Projecto Ciro está preparado para, em finais de 2017, lançar novo álbum e afirmar a sua posição no rock nacional.
Regula
2017 é ano de Ouro Sobre Azul, o novo disco de Regula, previsto para a segunda metade do ano, do qual os singles Genuíno e Tarzan estão já a arrebatar os mais rasgados elogios. O vídeo de Tarzan já ultrapassou o milhão de visualizações no Youtube no espaço de um mês. Muito mais do que um rapper, é um modo de estar incomparável que Regula imprime nas suas letras, músicas, espectáculos e acções sociais. Gancho e Casca Grossa foram os álbuns que o colocaram na linha da frente; em 2017 espera-se um ano de Ouro Sobre Azul.
Rui Veloso
Cantor, compositor e guitarrista, começou a tocar harmónica aos seis anos. Mais tarde deixar-se-ia influenciar por BB King e Eric Clapton, e lançou, com 23 anos, o álbum que o projectou no panorama da música nacional, Ar de Rock. Dele fazia parte a faixa Chico Fininho, um dos maiores sucessos da obra de Rui Veloso e de Carlos Tê, seu letrista. Entre os seus restantes sucessos fazem parte Porto Sentido, Não Há Estrelas No Céu, Sei de Uma Camponesa, A Paixão (Segundo Nicolau da Viola) e Porto Covo. Integrou o Rio Grande e Cabeças no Ar. Em 2015, comemorou 35 anos de carreira.
Stonebones & Bad Spaghetti
São provavelmente a única banda de Bluegrass em Portugal. Distinguem-se pela incrível energia da sua música e pelo desempenho entusiástico em palco. Ao vivo, apresentam uma recolha abrangente de canções tradicionais e também alguns temas inéditos, compostos ao estilo Bluegrass e cantados em português. Os Stonebones & Bad Spaghertti são Hildebrando Soares (voz e guitarra), André Dal (banjo e dobro), Bruno Lourenço (bandolim), Gil Pereira (contrabaixo) e Ana Figueiredo (voz e flauta).
Tânia Oleiro
Tânia Oleiro é uma das mais marcantes vozes do fado dos nossos dias. Grava o seu primeiro disco 15 anos depois de cantar profissionalmente e enriquece este trabalho com a sua maturidade enquanto fadista, com uma exímia escolha de repertório e com um conceito singular. Terços de Fado é um disco dividido em três terços, cada um tocado por músicos diferentes que fizeram parte do percurso fadista de Tânia Oleiro nos espaços emocionais onde com eles partilhou saberes – Alfama, Mouraria e Cercanias. O concerto é uma partilha da genuinidade do fado e a estreia de temas inéditos.
The Black Wizards
Nascidos na era digital, The Black Wizards são quatro músicos analógicos que definem a sua música em duas palavras: heavy & fuzzadelic. A música que fazem é crua e sem floreados, fortemente influenciada pela era de artistas como Jimi Hendrix, Cream ou Black Sabbath, resultando numa mistura de sons com muito fuzz e psicadelismo. Hard rock extraído directamente dos 70’s com riffs ardentes, solos psicadélicos e uma voz com toque de blues, lançarão no dia 1 de Setembro o seu segundo álbum What the fuzz!, comprometendo-se a libertar tudo em palco.
The Michael Lauren All Stars
Radicado há alguns anos no nosso País, admirado por todos os que o conhecem ou frequentam as suas aulas, músico requisitado pelos nossos melhores músicos e big bands e, ainda, mestre em escolas do Porto e Lisboa de alguns dos mais destacados bateristas portugueses, o norte-americano Michael Lauren pertence (ainda e sempre) ao núcleo consistente e irresistível da gloriosa escola do drumming poderoso, no que se refere à manutenção e desenvolvimento do swing como característica rítmica e expressiva única do grande jazz clássico-moderno com origem nos EUA.
Vozes Femininas Afro-lusas com Ammy Injai, Anastácia Carvalho, Liliana Almeida, Maria Alice e Nilza Brown
Cinco cantoras filhas das diáspora de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, acompanhadas por uma banda composta por alguns dos melhores músicos também com a mesma origem, juntam-se em palco para uma homenagem à Lusofonia, às suas músicas, às mulheres africanas em geral e às lusófonas em particular. Mais de duas horas de boa música e interacção a puxar o pezinho para a dança ao som dos ritmos africanos...
Xabier Diaz & Adufeiras do Salitre (Galiza)
Xabier Diaz, que integrou os Berrogüeto e colaborou com artistas e grupos como Luar na Lubre, Kepa Junkera e Uxía, combina a sua actividade de músico e compositor com um intenso labor enquanto investigador e compilador do folclore tradicional galego. O seu mais recente trabalho, com as Adufeiras de Salitre, um grupo de percussionistas e cantoras de música popular (acompanhados por Guti Álvarez, na sanfona e violino, e Javier Álvarez, no acordeão diatónico), foi espectáculo sensação na última edição do Womex, rede internacional da chamada «música do mundo».