Greves na Valorsul e Amarsul

Para hoje e sexta-feira, os sindicatos da CGTP-IN convocaram greves de 24 horas nas duas maiores empresas de tratamento e valorização de resíduos, a Valorsul e a Amarsul, que servem, respectivamente, 19 municípios dos distritos de Lisboa, Leiria e Santarém e nove municípios do distrito de Setúbal.

Em ambas as empresas – dominadas pela SUMA e o Grupo Mota-Engil desde Julho de 2015, com a privatização da Empresa Geral do Fomento – reivindica-se o aumento dos salários e o respeito dos direitos inscritos nos acordos de empresa.

Na Valorsul, o SITE CSRA exige ainda a publicação integral do AE. «Fizeram-nos uma proposta de aumento salarial de 1,6 por cento, que o sindicato aceitou e até estava disponível para assinar», mas a administração «tem-se demonstrado intransigente» na recusa de publicar o AE na íntegra, relatou o coordenador do sindicato à agência Lusa. Para Navalha Garcia, «isso demonstra que estão a agir de má fé e que o AE pode estar em risco».

Na Amarsul, a greve de 14 e 16 de Junho inclui nos seus objectivos a contestação da «continuada distribuição de dividendos», imposta pelo accionista privado maioritário, em contraste com a «injusta distribuição de migalhas» aos trabalhadores. No pré-aviso do SITE Sul, consta ainda a defesa dos serviços públicos e a reversão da privatização.

Este sindicato e o STAL, na empresa organizados em comissão intersindical, reforçaram na segunda-feira o apelo à participação na greve, com um comunicado a recordar que os trabalhadores «continuam a sentir na pele as medidas penalizadoras tomadas pelas administrações da empresa ao longo dos últimos sete anos». Foi também publicado um comunicado à população, apelando à compreensão e responsabilizando o Grupo Mota-Engil pelos transtornos.

 



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