Novos contratos são precários e mal pagos

Mais de dois terços dos novos contratos de trabalho vigentes em Maio último eram precários, correspondendo a contratos a prazo (36,1%) e a outras formas de contrato não permanente (31,5%), revela o Observatório sobre Crises e Alternativas, do Centro de Estudos Sociais, em Lisboa.

De acordo com o estudo divulgado dia 9, «os contratos permanentes são a forma jurídica dominante de emprego em Portugal», mas no que toca aos novos contratos, «a forma dominante é o contrato não permanente».

Com efeito, os contratos permanentes representavam apenas 33,1 por cento dos novos vínculos laborais.

O Barómetro das Crises conclui ainda que se verifica uma tendência de degradação da remuneração do trabalho, com a média de retribuição ilíquida dos novos contratos não permanentes a fixar-se nos 646 euros, um valor próximo do salário mínimo nacional.

Em paralelo, a remuneração oferecida aos novos contratos permanentes baixou de 1024 euros para 809 euros, uma redução de cerca de 20 por cento nos últimos três anos, indica o estudo.



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