Britânicos contra cortes na Saúde
Dezenas de milhares de pessoas, entre as quais profissionais de saúde, manifestaram-se, dia 4, em Londres em defesa do serviço nacional de saúde britânico (NHS na sigla em inglês).
Com cartazes brancos e azuis, as cores do NHS, e frases como «Não à austeridade e aos cortes» e «Protejamos o nosso NHS», os manifestantes desfilaram até frente à praça do parlamento, onde tomaram a palavra vários oradores, designadamente o líder dos trabalhistas.
Jeremy Corbyn Jeremy Corbyn pediu aos seus concidadãos para defenderem o NHS «com todas as forças», afirmando que a crise do serviço não se deve aos funcionários, mas à gestão do governo.
«É uma decisão política», disse, considerando estar em causa «um direito fundamental» dos britânicos.
Os manifestantes criticam o financiamento insuficiente do serviço de saúde, que levou ao encerramento de hospitais e à existência de longas listas de espera, bem como os planos do governo designados de «Transformação Sustentável» que, segundo os organizadores da manifestação, são uma «cortina de fumo para mais cortes» e «instrumentos de privatização».
Um relatório divulgado em Fevereiro pela BBC revelou estarem previstos cortes nos serviços hospitalares em dois terços do território, enquanto outra análise da emissora televisiva indicou que nove em cada dez autoridades de saúde inglesas reconhecem estarem a trabalhar em níveis «não seguros».
O protesto teve lugar num momento em que se aguardava a apresentação da proposta de orçamento do Estado.