Crescer nos Açores
O PCP vai apresentar este ano candidaturas a um maior número de autarquias dos Açores e quer reforçar a sua posição nos órgãos de Poder Local no arquipélago.
Nos Açores existem 19 municípios e 155 freguesias
O objectivo foi traçado na reunião da Direcção Regional do PCP Açores (DORAA), que aconteceu nos dias 14 e 15 de Janeiro, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, onde abordou as eleições autárquicas de 2017, previstas para Outubro.
Tendo em conta o reforço e ampliação das posições do Partido nos diferentes órgãos do Poder Local, os comunistas dos Açores definiram como objectivo que vão apresentar candidatos, no quadro da CDU, «a um maior número de câmaras, assembleias municipais e assembleias de freguesia», «eleger autarcas nas principais cidades e vilas da Região» e «reforçar as actuais posições que detém nos órgãos autárquicos de Vila do Porto (ilha de Santa Maria), Horta (Faial) e Santa Cruz das Flores».
Neste ponto, foram ainda aprovadas as linhas e orientações de trabalho para a constituição e dinamização de comissões da CDU onde ainda não funcionam com regularidade, e deu-se início à preparação da calendarização do processo político e eleitoral.
Intervenção política
A DORAA analisou, ainda, a situação política e social, aprovou o Plano de Actividades para 2017 e discutiu as linhas gerais de intervenção política e institucional sobre as «Orientações de Médio Prazo», de 2017/2020, e o «Orçamento e Plano Anual» deste ano, que o Governo Regional vai submeter à discussão e aprovação na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores no próximo mês de Março.
Relativamente ao Orçamento para 2017, o PCP informa que vai propor o aumento «de 5 para 7,5 por cento, do acréscimo regional ao salário mínimo nacional», «da Remuneração Complementar», e «dos complementos regionais de pensão e de abono de família».
Simultaneamente, os comunistas vão reclamar a «eliminação das taxas moderadoras», a «diminuição de 18 para 16 por cento da taxa mais elevada do IVA», a «criação de um programa de combate à precariedade laboral, ao trabalho ilegal e ao trabalho informal», a «reformulação dos programas ocupacionais reconduzindo-os à sua matriz original, ou seja, programas de formação para desempregados de longa duração que após o período de formação possam ser integrados no mercado de trabalho informal», o «reforço dos meios da Inspecção Regional de Trabalho» e «investimento na formação profissional de activos dos sector privado e público.