Frio destapa euro-miséria

A vaga de frio polar que desde o fim-de-semana passado atinge com violência a Europa Central, os Balcãs e o Mediterrâneo Oriental, e que deverá piorar não apenas devido ao agravamento das condições climatéricas mas também pelo risco de colapso dos sistemas de fornecimento de energia eléctrica, já provocou a morte a pelo menos 80 pessoas.

Particularmente afectados pelo fenómeno que está a destapar a miséria na Europa, são os migrantes e refugiados, os quais, alertou o Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR), estão a morrer e vão continuar a morrer de frio caso não sejam implementadas medidas urgentes

No domingo assinalou-se o Dia Mundial do Migrante e do Refugiados. A ACNUR aproveitou para redobrar as advertências para a calamidade que as baixas temperaturas estão a desencadear, isto depois de registar que na Grécia muitos dos acantonados permanecem em risco de morrer de hipotermia, pesem os esforços do governo helénico que procedeu à transferência dos que se encontravam em duas ilhas.

Em Belgrado, a ONU diz que cerca de 1300 migrantes, incluindo 300 crianças, estão sem qualquer abrigo capaz ou meios para minorar os efeitos da vaga de frio, mas idênticas situações de vulnerabilidade potencialmente mortal multiplicam-se noutras zonas das rotas utilizadas por migrantes e refugiados, como fronteiras ou cidades de passagem.




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