Síria procura a paz
A guerra de agressão à Síria prossegue. Depois da vitória das forças governamentais e aliadas na batalha de Alepo, o presidente al-Assad confirma a participação de Damasco nas negociações em Astana.
Assad pronto para dialogar com oposição em Astana
O governo sírio está disponível para participar nas conversações na capital do Cazaquistão e não coloca nenhuma limitação aos assuntos a discutir visando uma solução da crise na Síria.
«A nossa delegação está pronta para viajar e assistir à conferência, não existindo, para nós, limitações quanto ao diálogo», afirmou o presidente sírio a jornalistas franceses.
Bashar al-Assad, citado pela agência Sana, admitiu que possa ser abordado o tema do referendo constitucional. Mas espera que a representação da oposição seja «autêntica», uma oposição «com raízes sírias e não sauditas, francesas ou britânicas».
A 30 de Dezembro entrou em vigor uma nova trégua na Síria, mediada pela Rússia e Turquia, que controlam o seu cumprimento. No dia seguinte, a trégua foi avalizada pelo Conselho de Segurança da ONU.
Este processo político prevê negociações entre representantes de Damasco e da oposição, na capital cazaque, que devem ter início até 23 de Janeiro, com a participação da ONU, visando estabelecer um roteiro para solucionar a crise.
O diálogo de Astana pode ser um passo importante para paz, antes do reinício das negociações de Genebra, sob os auspícios da ONU, a 8 de Fevereiro.
Guerra da água
O exército sírio tem em curso uma operação em Wadi Barada, a Noroeste de Damasco, contra grupos de terroristas não abrangidos pelo cessar-fogo em vigor.
Os terroristas ocuparam no vale de Barada a fonte que abastece a capital e arredores, bem como um aqueduto e uma estação de bombagem, privando de água potável mais de cinco milhões de pessoas, desde há três semanas.
O objectivo da operação militar governamental é libertar a zona e impedir que os terroristas utilizem a água para «sufocar» a capital, segundo a agência de notícias Sana.
Wadi Barada, origem principal dos recursos hídricos (cerca de 70 por cento) de Damasco, está ocupada pela Frente al-Nusra, ligada à al-Qaida e não abrangida pelo cessar-fogo em vigor, tal como o «Estado Islâmico», organizações consideradas terroristas pelas Nações Unidas.