Itália resgata bancos

O governo italiano aprovou, dia 23 de Dezembro, um decreto que destina 20 mil milhões de euros para apoio de instituições bancárias com problemas financeiros, como o Banca Monte dei Paschi di Siena (MPS).

O terceiro estabelecimento financeiro italiano e o mais antigo do planeta está, desde há meses, no centro das preocupações relativas ao sistema bancário do país.

Mas há anos que o banco MPS se encontra em situação difícil. Fragilizado pela aquisição desastrosa do banco Antonveneta, depois por um escândalo de corrupção, acumulou perdas de 14 mil milhões de euros, entre 2011 e 2015.

A banca italiana, que conta com cerca de 700 entidades, está a braços com um volume astronómico de crédito malparado, estimado em 360 mil milhões de euros, cerca de um terço do total da zona euro.

Na semana anterior, o UniCredit, o maior banco transalpino, anunciou a redução de 14 mil postos de trabalho e o lançamento de um aumento de capital no montante de 13 mil milhões de euros.

O grupo empregava em Setembro 123 mil pessoas e dispunha de cerca de 6600 agências, das quais 990 serão fechadas.




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