Concelho marginalizado
No dia 28 de Novembro, José Decq Mota e Valentina Matos, eleitos do PCP na Assembleia Municipal (AM) do Faial, votaram contra a proposta de Plano e Orçamento Municipais para o ano 2017, documentos que arrastam, sem conclusão, «obras estruturantes para o concelho, mantendo um elevado grau de empolamento no seu valor, bem como em demasiadas verbas não desagregadas».
Naquele órgão, os comunistas lembraram que ao longo dos últimos três anos o Faial «foi muito marginalizado pelo poder regional» e que «a maioria absoluta concelhia, idêntica à que sustenta o Governo Regional, não só não conseguiu, no quadro dos recursos do concelho, resolver, em grau suficiente, alguns dos problemas maiores da sua competência, como não conseguiu contribuir para a correcção de orientações regionais que prejudicam o Faial».
Na sua intervenção, José Decq Mota frisou que «grandes projectos estratégicos», como a requalificação da rede de águas, do espaço da Torre do Relógio, a reorganização do trânsito na zona urbana, os caminhos agrícolas, a revitalização dos equipamentos municipais, a construção da 2.ª fase da variante à cidade e a reorganização do porto, «foram deixados sem conclusão, apesar de terem sido prometidos por diversas vezes aos faialenses».
Os deputados do PCP apresentaram também um conjunto de questões e problemas concretos, como a redução do fundo de emergência social, o corte de verbas nos transportes rodoviários, a ausência de verbas para a recuperação do caminho e porto da Freguesia de Pedro Miguel (que resultou de uma proposta da CDU aprovada na AM), a cooperação com a Associação Faialense dos Amigos dos Animais, a ausência de respostas para os comerciantes durante as obras no Mercado Municipal, entre outras, para as quais não obtiveram resposta completa e satisfatória.