Festa maior e melhor
Na abertura da 38.ª edição da Festa do Avante, Jerónimo de Sousa transmitiu a concretização de uma aspiração acariciada desde a aquisição da Quinta da Atalaia: o alargamento do terreno da Festa.
Surgiu finalmente a oportunidade de adquirir a Quinta do Cabo. «É uma decisão que corresponde a uma grande aspiração do colectivo partidário, dos visitantes da Festa, de todos os que a reconhecem como a maior realização político-cultural do País», valorizou o Secretário-geral do PCP.
Afirmação de confiança no futuro
O lançamento, poucas semanas depois, da campanha nacional de fundos «Mais espaço, mais Festa. Futuro com Abril», foi o passo que se seguiu. Num comício que antecedeu a visita ao espaço, o Secretário-geral do PCP afirmou que mais do que uma campanha de fundos estava-se perante a «afirmação de um Partido diferente, que afirma essa diferença e o compromisso que dela decorre; que assenta nas suas próprias forças, nas raízes e no apoio dos trabalhadores e do povo, na simpatia e estimulo de tantos patriotas e democratas; que afirma a sua independência política e ideológica, a sua perspectiva audaciosa e confiante num Portugal com futuro, na democracia avançada, no ideal comunista e no seu objectivo duma sociedade livre da exploração e da opressão do capitalismo, uma sociedade socialista».
Grande êxito
De «mangas arregaçadas» os comunistas lançaram-se ao trabalho, definindo metas para as organizações, elaborando listas de pessoas a contactar (militantes e amigos do Partido e da Festa e outros democratas), planeando iniciativas.
No passado dia 19 de Maio, de novo na Quinta do Cabo, Jerónimo de Sousa assinalou o «grande êxito» que constituiu a campanha nacional de fundos e reafirmou que tal só foi possível graças ao «esforço, empenhamento e criatividade» demonstrados pelo colectivo partidário ao longo de ano e meio. «Podemos afirmar que a Quinta do Cabo já pertence à Festa do Avante!», sublinhou.
No mesmo dia, 19, o Secretariado do Comité Central do PCP destaca que «a recolha de um montante superior a um milhão e duzentos mil euros é uma demonstração, tal como a Festa do Avante!, da capacidade realizadora do colectivo partidário. Mas é também, para lá da sua expressão financeira, um elemento de grande significado político pelo que representa na independência política e ideológica.»
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