Orizicultores preocupados
Uma delegação da Associação Portuguesa dos Orizicultores (APOR) foi recebida, no dia 19, na Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Assembleia da República. Na audiência, os orizicultores entregaram aos deputados dos diversos partidos um documento reclamando a «urgente» conclusão das obras de emparcelamento agrícola no Vale do Pranto, Arunca e Ega, que serve dois mil produtores, numa área de quatro mil hectares.
Aos deputados foi dado a conhecer que o Ministério da Agricultura «empurrou» para a Associação de Beneficiários da Obra-Agrícola «as responsabilidades que eram suas, sem dar as devidas contrapartidas financeiras». Simultaneamente, «a Associação assumiu responsabilidades que nunca devia ter assumido sem exigir as ditas contrapartidas financeiras para finalizar a obra». «A finalização do emparcelamento agrícola está seriamente comprometida», alerta a APOR.
À Comissão de Agricultura foi ainda dado o alerta relativamente ao facto de o Baixo Mondego, incluindo os concelhos de Coimbra, Montemor-o-Velho e Soure, assim como parte da Figueira da Foz, estar fora das candidaturas a fundos comunitários para intervenções a nível de desobstrução e regularização fluvial e controlo de inundações.
Por último, a APOR denunciou o facto de os preços pagos na colheira de 2016 pela indústria do arroz aos produtores serem inferiores aos custos de produção da cultura.