Mobilidade condicionada
A Câmara do Seixal exige da Transportes Sul do Tejo (TST) o cumprimento integral das carreiras previstas e a reposição das carreiras retiradas.
«Tem-se verificado o desinvestimento na frota»
Numa tomada de posição, a autarquia, de maioria CDU, reclama ainda a fiscalização e garantia do cumprimento das obrigações de prestação do serviço público por parte da TST, com a devida articulação e colaboração por parte da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) e do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, IP (IMT).
No documento, aprovado no dia 14, lembra-se que «é indiscutível o papel fundamental que os transportes públicos assumem na vida quotidiana das populações, como garante da indispensável mobilidade inerente à vida activa, nas suas mais variantes dimensões».
«Consciente da sua importância, o concelho do Seixal, com 160 mil habitantes e uma área geográfica de 95 km2, sempre exigiu e incentivou de forma assertiva os operadores rodoviários, no caso concreto, a TST, a aumentar em qualidade e quantidade os serviços públicos que presta. Contudo, desde há largos anos, prossegue uma política de reorganização da rede e de ajustamentos dos horários, carreiras e percursos que, na prática, resultaram em cortes nas carreiras e em maior espaçamento entre as mesmas», acusa a Câmara Municipal.
A piorar a situação, tem-se verificado o desinvestimento na frota, quer através da redução do número de viaturas operacionais, quer pela notória falta de manutenção das condições de segurança e conforto dos passageiros.
«O descontentamento em relação ao serviço prestado pela TST é de tal ordem que a população se tem mobilizado na elaboração e subscrição de petições, reclamando a melhoria dos serviços prestados», adianta a autarquia, dando conta que a «mais recente» foi por iniciativa da Associação de Defesa do Ambiente – Grupo Flamingo, por entender que a TST coloca em causa o direito à mobilidade das populações, com custos a nível ambiental, energético e económico.