Surto de greves na Alemanha
Em 2015 os trabalhadores na Alemanha cumpriram dois milhões de dias de greve nos diversos sectores de actividade.
De acordo com os dados publicados, dia 3, pela Fundação Böckler Foundation, ligada aos sindicatos, o número de paralisações foi cinco vezes maior do que no ano anterior, quando foram contabilizados 392 mil dias de greve.
Este aumento deveu-se em grande parte aos longos conflitos laborais na educação pré-escolar e nos correios (Deustche Post). Só aqui dias de paralisação elevaram-se a 1,5 milhões.
O sector metalúrgico conheceu igualmente sucessivas paralisações no quadro das negociações salariais anuais. Mas foi na empresa de caminhos-de-ferro Deutsche Bahn e na transportadora aérea Lufthansa que se verificaram as lutas com maior impacto público.
O número de grevistas também aumentou de 345 mil em 2014 para 1,1 milhões no ano transacto.
Apesar de tudo, a Fundação indica que a Alemanha continua ter menos greves do que outros países europeus. Entre 2005 e 2014, por cada mil trabalhadores realizaram-se em média 52 dias de greve, contra 132 dias na França, 124 na Dinamarca ou 63 em Espanha.