Grande apoio na Madeira e em Lisboa

Eleições com importância acrescida

Mais de 500 pessoas apoiaram a candidatura de Edgar Silva no jantar-comício que teve lugar, dia 15, na Ribeira Brava (Madeira). No dia seguinte, o candidato presidencial visitou a Biblioteca Nacional, em Lisboa, e participou num comício no Cacém.

Edgar Silva tem provas dadas na sociedade e na política

A grande participação no jantar da Ribeira Brava atesta bem a mobilização existente em torno da candidatura de Edgar Silva à Presidência da República, e reflecte o apoio das populações e dos trabalhadores ao candidato apoiado pelo PCP.
Antes dele, interveio o mandatário regional, Nicolas Fernandez, que salientou a necessidade de uma alternativa para Portugal. A construção de um País melhor passa pela eleição de Edgar Silva para Belém, um candidato com provas dadas na sociedade e na política, com um percurso por todos conhecido e reconhecido, que não se esconde nem é submisso a lobbies, afirmou. 
Por sua vez, Edgar Silva reafirmou que a sua candidatura é, antes de mais, a da defesa dos valores de Abril e da Constituição. Na sua intervenção, sempre muito aplaudida, o candidato destacou os inequívocos sinais de apoio que tem recebido no seu périplo pelo País, onde contactou directamente com as populações e os trabalhadores, se reuniu com diversas entidades e se inteirou dos problemas, dos anseios e das reivindicações de diversos sectores e regiões.

Derrota da direita

Sobre as eleições de 24 de Janeiro, Edgar Silva afirmou que estas ganharam uma acrescida importância na sequência da estrondosa derrota da direita nas eleições legislativas de 4 de Outubro e da convergência parlamentar que permitiu dar um impulso à possibilidade de mudança e ruptura com as políticas que até aqui foram seguidas, que apenas contribuíram para arruinar o País e os portugueses.
O candidato comunista sublinhou que a direita não está a digerir bem a derrota e tudo quer fazer para retomar o poder, pelo que pretende fazer das eleições para a Presidência da República um ajuste de contas, uma espécie de «segunda volta» das eleições legislativas. Isto fica bem expresso no seu apoio ao candidato da direita, alguém que tenta fazer passar uma imagem de imaculada imparcialidade política, mas que sempre esteve alinhado com os banqueiros e os grandes interesses económicos e financeiros, disse.
No final, Edgar Silva sublinhou que, ao contrário do que querem fazer crer certa comunicação social e muitos comentadores políticos, não há resultados pré-determinados nestas eleições. Ainda nenhum candidato venceu e tudo está por resolver: «Será o povo a decidir, com o seu voto», concluiu.

Trabalho árduo na BNP

Ao início da tarde, uma delegação da candidatura de Edgar Silva deslocou-se à Biblioteca Nacional de Portugal, onde, recebida com grande simpatia por representantes da instituição, teve a oportunidade de conhecer os meandros da casa e contactar com os seus trabalhadores.
Com a ajuda das técnicas Dinora Lampreia e Luísa Santos, Edgar Silva realizou o «Circuito do Livro», percorrendo espaços da biblioteca com que os leitores estão menos familiarizados e inteirando-se de diversos aspectos associados às áreas funcionais que cumprem a missão do Serviço da Agência Bibliográfica Nacional e Aquisições: Depósito Legal, Aquisições, Catalogação e Classificação e Indexação.
Preciosas foram, ao longo do trajecto, as explicações dos vários funcionários especializados em cada área – o que permitiu ao candidato comunista e à sua delegação ficarem a saber como funciona o registo do Depósito Legal, a atribuição do código ISSN ou como se catalogam e arrumam as obras nos vários andares da «torre».
Igualmente reiteradas foram as referências à carência de funcionários, à «ausência de reforço, que não é de hoje, mas que se tem agravado, e que mais grave se torna porque, sem esse reforço, também há perda de transmissão de saber, já que a Academia não ensina tudo e há coisas que é preciso explicar aos mais novos», disse uma trabalhadora a Edgar Silva, acrescentando que a média etária dos funcionários é bastante elevada.
Outros trabalhadores sublinharam o ataque sofrido pela Função Pública nos últimos anos, nomeadamente ao nível das férias, das remunerações e do aumento da carga horária – a questão das 35 horas foi, aliás, amplamente referida, tendo Edgar Silva sublinhado a necessidade de se repor a justiça.
Na Área de Aquisições, foi dada grande ênfase à insuficiência de meios financeiros, o que levanta problemas à participação em leilões internacionais com vista à aquisição de obras consideradas preciosas, únicas, e já levou a que a instituição deixasse de assinar publicações periódicas estrangeiras. «Falta gente, falta recursos, falta verba», explicaram, matizando que, a contrariar este cenário negativo, há muitas ofertas e doações.
No final do circuito, Edgar Silva agradeceu toda a informação prestada pela instituição, a forma aberta e transparente como recebeu a candidatura, referindo que nem todas as instituições se pautam por este tipo de abertura e disponibilidade. Seguiu-se um breve encontro com delegados do Sindicato da Função Pública (CGTP-IN) na BNP, no qual foram destacadas as lutas que estão a ser travadas, nomeadamente em defesa das 35 horas semanais, e a grande adesão dos trabalhadores ao abaixo-assinado que o sindicato entregou na AR.

Manter aberta a porta da esperança

Depois de mais um intenso dia de campanha passado no distrito de Lisboa, Edgar Silva encerrou a jornada de quarta-feira, 16, com um comício no Cacém. No auditório António Silva, o candidato comunista à Presidência da República (PR) considerou «um alento» o «apoio explícito» dos trabalhadores a uma candidatura que defende Abril e a Constituição.
Edgar Silva começou assim a intervenção de encerramento da iniciativa justamente porque a estreita ligação entre a sua candidatura e a vida, anseios e aspirações de quem trabalha, foi ali salientada. A apresentar o comício esteve Mercedes Carvalho, trabalhadora da ex-Kraft, empresa do ramo alimentar sediada em Sintra que a administração pretende deslocalizar para a República Checa, e para cujos trabalhadores os presentes enviaram um abraço solidário.
O vínculo entre esta candidatura e o mundo do trabalho foi igualmente destacado quando o mandatário concelhio da candidatura entregou a Edgar Silva 43 declarações de apoio de dirigentes, delegados sindicais e membros de comissões de trabalhadores de 23 locais de trabalho no concelho. Uma primeira expressão de suporte à única candidatura que «reforça a vontade de mudança», afirmou Mário Condessa, operário e dirigente sindical, para quem a eleição do Presidente da República «não é indiferente aos trabalhadores».
A importância das eleições presidenciais foi igualmente notada por Edgar Silva, que acentuou a necessidade de impedir que PSD e CDS, depois de sofrerem nas legislativas «uma severa derrota», consigam o «ajuste de contas» que acalentam. Para a «hora da desforra», Passos e Portas apostam tudo em Marcelo Rebelo de Sousa, prosseguiu.
O candidato da direita dispõe de poderosos meios mediáticos que o têm apresentado como imparcial, neutro, «apolítico, até», acrescentou Edgar Silva, antes de acusar a campanha mediática em curso de procurar impor «um apagão na memória colectiva para esconder quem foi e quem é politicamente Marcelo Rebelo de Sousa».
«Não podemos permitir que a porta de esperança que foi aberta a 4 de Outubro seja fechada a 24 de Janeiro para impedir este tempo novo», alertou Edgar Silva, que nesse sentido apelou: «está nas nossas mãos impedir que a direita recupere parcelas do poder». Está nas nossas mãos, insistiu, «sobretudo dos mais conscientes e comprometidos com Abril, impedir que esse rumo novo que queremos seja bloqueado».




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A mobilização de todos <br/>é fundamental!

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