Rússia acusa
«A decisão de abater o nosso avião foi ditada pelo desejo de proteger a rede de abastecimento de petróleo», disse Vladimir Putin, segunda-feira, 30, garantindo deter «informações adicionais que confirmam que o petróleo produzido em áreas controladas pelo Estado Islâmico e outras organizações terroristas, é transportado numa escala industrial para a Turquia».
O presidente russo reiterou, desta forma, a acusação de que a Turquia apoia o EI e outros grupos armados responsáveis pela guerra na Síria, e adianta o motivo pelo qual um bombardeiro estratégico de Moscovo foi derrubado por caças turcos, fez anteontem uma semana.
A NATO anunciou entretanto a preparação de novas medidas de apoio à Turquia, sinalizando a escalada do conflito, a qual se traduz, para já, no facto de a Alemanha ter aprovado o apoio militar às iniciativas bélicas da França (que bombardeia a Síria na sequência dos atentados de 13 de Novembro, em Paris), de a Grão-Bretanha preparar ataques aéreos com o mesmo pretexto, e de as autoridades sírias estarem de novo a ser responsabilizadas pelo uso de armas químicas. Esta última alegação esteve, em 2013, na base da tentativa imperialista de intervenção directa contra o país, abortada pela entrega do arsenal químico sírio sob monitorização internacional, e pode repetir o que sucedeu no Iraque, em 2003, com as «provas irrefutáveis» e os efeitos que hoje se conhece.