Líbia no centro de escândalo
Os Emirados Árabes Unidos forneceram armas a grupos líbios para conter a influência do Catar e de facções que defendem os seus interesses no território, noticiou o New York Times. Ambos os países integram a missão que, com a Turquia e o Egipto, tinha como objectivo declarado garantir um acordo de partilha do poder na Líbia.
O jornal norte-americano sustenta que para além de violarem o embargo de armas imposto pelas Nações Unidas, envolvendo no negócio de armas empresas nacionais e sauditas, os Emirados terão oferecido ao enviado da ONU, Bernardino Leon, um alto cargo com uma remuneração de 50 mil dólares mensais.
O diplomata espanhol aceitou, em Julho, o lugar de director da Academia Diplomática dos Emirados, mas confrontado com o escândalo esclareceu que enquanto decorrerem investigações aproveitará «para reflectir sobre os próximos passos da carreira», defendendo, no entanto, que as suspeitas sobre o seu papel na Líbia se baseiam em informações «imprecisas ou falsas».