Prioridades para o futuro
A Direcção Nacional (DN) da JCP esteve reunida, nos dias 24 e 25 de Outubro, em Lisboa, para discutir e analisar a situação política e social que os jovens portugueses vivem e traçou linhas de trabalho para intensificar a luta por uma sociedade e um mundo mais justos.
Construção de uma outra política, patriótica e de esquerda
Na Resolução Política da DN aponta-se – como tarefa central e determinante para a construção de uma outra política, patriótica e de esquerda – o «desenvolvimento da luta da juventude e o reforço da organização da JCP».
É, por isso, uma prioridade «o aumento da ligação às massas, a massificação da luta juvenil e o reforço da JCP». No concreto, especifica o documento, é necessário «intervir para intensificar a luta da juventude, dando resposta às reivindicações concretas e gerais nas escolas e locais de trabalho».
«Entre muitos outros processos de luta em curso destacamos o dia 5 de Novembro (hoje) como um momento alto da luta dos estudantes do Ensino Básico, Secundário e Profissional, assim como as lutas nas escolas em defesa de mais financiamento para o Ensino Superior no quadro do Orçamento do Estado para 2016 e as lutas dos jovens trabalhadores em diversos sectores e empresas em defesa dos seus direitos», referem os jovens comunistas.
A JCP quer ainda ver concretizado o «reforço da participação e intervenção dos comunistas no Movimento Associativo Estudantil em unidade com outros estudantes com objectivo de salvaguardar e defender as suas características, bem como potenciar outros espaços de discussão com os estudantes, como a dinamização de Reuniões Gerais de Alunos, onde se discutam os problemas e a defesa dos seus direitos» e contribuir «para o reforço do movimento sindical de classe unitário, Interjovem/CGTP-IN, com o objectivo de reforçar a unidade e a luta dos trabalhadores contra a instabilidade e precariedade laborais, pelo aumento dos salários e pela reposição dos direitos roubados».
Contacto directo
Os jovens comunistas prometem ainda dinamizar a «campanha das eleições presidenciais de 2016 com uma acção própria junto da juventude, uma campanha de contacto directo, esclarecimento e mobilização a iniciar a partir de 6 de Novembro (amanhã), dando andamento à centralização das 200 proposituras à candidatura de Edgar Silva, bem como a constituição das comissões de jovens apoiantes nas escolas e locais de trabalho» e assinalar o «36.º aniversário da JCP, que se comemorará no dia 10 de Novembro com diversas iniciativas», bem como o «70.º aniversário da Federação Mundial da Juventude Democrática, afirmando o seu carácter anti-imperialista e a realização da sua 19.ª Assembleia-Geral junto da juventude», em Havana, Cuba.
«Estimular a leitura e a divulgação da edição de Novembro do AGIT, nas escolas, locais de trabalho e noutros locais de concentração da juventude», «dar seguimento à discussão da campanha de reforço da organização com o objectivo de recrutarmos mais militantes, de termos mais colectivos a reunir nas escolas e locais de trabalho, mas também do maior enquadramento e responsabilização dos militantes para a intensificação do trabalho dos colectivos, com início em Janeiro de 2016» e «preparar desde já a 40.ª edição da Festa do Avante!, que se realizará nos dias 2, 3 e 4 de Setembro de 2016, intensificar e alargar a campanha de fundos para a aquisição da Quinta do Cabo da Marinha com vista a alcançar as metas colocadas» são outras das prioridades da JCP.
Juventude resiste, luta e conquista
A Direcção Nacional da JCP alerta para a continuidade e multiplicação de inúmeros conflitos, ingerências e agressões por todo o planeta. «Na Síria, na Palestina, na Líbia, no Iraque, na Ucrânia e por todo o mundo a juventude resiste, luta e conquista», salientam os jovens comunistas, lamentando «a dramática situação dos refugiados que fogem da fome, da miséria e da guerra promovida pelo imperialismo».
Na Resolução Política, a JPC condena ainda as manobras militares da NATO em Portugal, Espanha e Itália e manifesta a sua solidariedade com as acções promovidas no nosso País pelo movimento da paz.
Solidariedade com os estudantes de Évora
A JCP manifestou a sua solidariedade com os estudantes da Universidade de Évora (UE) que, no dia 28 de Outubro, pintaram e colocaram uma faixa exigindo «Obras já! Queremos melhores condições» no Edifício de Teatro do Pólo dos Leões, um antigo espaço industrial em risco de ruir.
«Mais uma vez os estudantes estiveram unidos em volta de um problema que afecta a UE e a generalidade dos estabelecimentos públicos de Ensino Superior», sublinham os jovens comunistas.