PEV analisa resultados eleitorais

Censura à austeridade

«Os por­tu­gueses cen­su­raram e con­de­naram, através do seu voto, as po­lí­ticas de aus­te­ri­dade e de em­po­bre­ci­mento pros­se­guidas pela co­li­gação de di­reita e ex­pres­saram uma ne­ces­si­dade de mu­dança», con­cluiu o Par­tido Eco­lo­gista «Os Verdes» (PEV).

É pre­ciso que­brar o ciclo de em­po­bre­ci­mento

O Con­selho Na­ci­onal do PEV ana­lisou, no dia 10, em Lisboa, os re­sul­tados das elei­ções le­gis­la­tivas que de­cor­reram no dia 4 de Ou­tubro. «A CDU ob­teve mais votos, mais per­cen­tagem e mais um man­dato para a As­sem­bleia da Re­pú­blica (AR), tra­du­zindo uma con­so­li­dação que se tem vindo a ve­ri­ficar nas elei­ções le­gis­la­tivas re­a­li­zadas no sé­culo XXI», va­lo­ri­zaram os eco­lo­gistas. «Esta con­so­li­dação – sa­li­entam – re­pre­senta uma prova de con­fi­ança nas forças po­lí­ticas que in­te­gram a CDU (PCP e PEV) e con­tribui, ela pró­pria, também para que ou­tras forças po­lí­ticas que se têm al­ter­nado no go­verno não te­nham con­se­guido obter mai­oria ab­so­luta».

Con­de­naram, por outro lado, a «ati­tude pro­fun­da­mente par­cial e dis­cri­mi­na­tória por parte da co­mu­ni­cação so­cial, que rei­terou e acen­tuou um si­len­ci­a­mento ina­cei­tável em re­lação à voz dos “Verdes” no quadro da plu­ra­li­dade da CDU, en­quanto em re­lação a ou­tras forças po­lí­ticas deu sempre voz a mais do que um dos di­ri­gentes ou can­di­datos, nas co­ber­turas feitas em cam­panha elei­toral».

As­sumir res­pon­sa­bi­li­dades

Num do­cu­mento dado a co­nhecer no final da reu­nião, «Os Verdes» en­fa­tizam ainda o novo quadro par­la­mentar. «Face à nova com­po­sição na AR, torna-se claro que os par­tidos que se com­pro­me­teram, em cam­panha elei­toral, com uma mu­dança de po­lí­ticas detêm, no seu con­junto, a mai­oria dos de­pu­tados», cons­tatam os eco­lo­gistas, sa­li­en­tando que «seria ir­res­pon­sável, por­tanto, não atender a este novo quadro par­la­mentar e fingir que tudo se man­tinha igual».

«Com­pete ao PS de­ter­minar se pre­tende as­sumir a res­pon­sa­bi­li­dade de um virar de pá­gina for­mando um go­verno com po­lí­ticas ade­quadas, que “Os Verdes” não in­vi­a­bi­li­zarão, ou se, à se­me­lhança do que tem acon­te­cido nas úl­timas dé­cadas, pre­tende a voltar a dar a mão à di­reita para que esta con­tinue no go­verno», su­bli­nham os eco­lo­gistas.

De uma ma­neira ou de outra, os de­pu­tados eleitos pelo PEV (He­loísa Apo­lónia e José Luís Fer­reira) for­marão o Grupo Par­la­mentar «Os Verdes» na pró­xima le­gis­la­tura e, logo no seu início, apre­sen­tarão um pri­meiro pa­cote de me­didas le­gis­la­tivas, com ma­té­rias de­ter­mi­nantes para o de­sen­vol­vi­mento sus­ten­tável do País.

Uma po­lí­tica di­fe­rente

No dia 9, «Os Verdes» apre­sen­taram, em reu­nião com o PS, um con­junto de ma­té­rias que con­si­deram ne­ces­sário es­tarem em cima da mesa para dis­cussão de um pró­ximo pro­grama de go­verno e para ga­ran­tirem uma po­lí­tica di­fe­rente, aten­dendo àquela que é a ac­tual si­tu­ação do País.

De­fen­deram, por isso, a «acei­tação do prin­cípio da não pri­va­ti­zação do sector da água; dis­cussão da po­lí­tica ener­gé­tica, dando pri­mazia à efi­ci­ência e à pou­pança ener­gé­tica; pro­moção dos trans­portes co­lec­tivos, em es­pe­cial com o de­sen­vol­vi­mento do trans­porte fer­ro­viário; com­bate às as­si­me­trias re­gi­o­nais; ga­rantia de ser­viços pú­blicos de pro­xi­mi­dade; va­lo­ri­zação das fun­ções so­ciais do Es­tado (de­fesa e re­forço da Es­cola Pú­blica, do Ser­viço Na­ci­onal de Saúde, di­ver­si­fi­cação de fi­nan­ci­a­mento da Se­gu­rança So­cial); me­didas de in­cen­tivo, apoio e di­na­mi­zação da pro­dução na­ci­onal».

Os eco­lo­gistas re­clamam ainda o «re­forço e in­ves­ti­mento na con­ser­vação da na­tu­reza e da bi­o­di­ver­si­dade; com­bate à pre­ca­ri­e­dade no em­prego; va­lo­ri­zação dos sa­lá­rios, in­cluindo o au­mento do sa­lário mí­nimo na­ci­onal; va­lo­ri­zação das pen­sões de re­forma, in­cluindo o au­mento das pen­sões mí­nimas; im­ple­men­tação de uma po­lí­tica fiscal justa que tri­bute em função da ca­pa­ci­dade de con­tri­buição de cada um; a re­visão ur­gente de me­didas to­madas pelo an­te­rior Go­verno que se de­mons­traram um erro crasso (au­mento do IVA para a res­tau­ração, li­be­ra­li­zação da plan­tação do eu­ca­lipto, re­tro­cesso no quadro da in­ter­rupção vo­lun­tária da gra­videz).

En­tre­tanto, fi­caram mar­cadas mais duas reu­niões com o PS, que se re­a­li­zaram na terça e quarta-feira (13 e 14).




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