PCP integra delegação à Palestina

Solidariedade agora

Num momento especialmente crítico nos territórios palestinianos devido ao recrudescimento da violência sionista, o PCP integra uma delegação de Partidos Comunistas e Operários à Palestina e Israel.

Israel aprofunda as provocações e a repressão

LUSA

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A missão de solidariedade internacional que se deslocou entre domingo, 11, e ontem, 14, no quadro do processo dos Encontros Internacionais de Partidos Comunistas e Operários, é composta, para além do PCP, por partidos da África do Sul, Alemanha, Bélgica, Chipre, Grécia e Índia, informou o gabinete de imprensa do PCP.

Em nota divulgada anteontem, detalha-se que o PCP se faz representar por Ângelo Alves, da Comissão Política do Comité Central e da Secção Internacional, e que a missão se deslocou a Ramallah, na Cisjordânia, para contactos e encontros com altos representantes da Autoridade Palestiniana – entre os quais o primeiro-ministro – e com as direcções de várias forças políticas que integram a Organização de Libertação da Palestina (OLP).

O périplo incluía igualmente deslocações a «Jerusalém para prosseguir contactos com forças políticas e sociais palestinianas e realizar várias visitas», e a Israel, a convite do Partido Comunista de Israel, para contactos e reuniões, nomeadamente no Parlamento Israelita (Knesset).

No texto, nota-se que «a missão de solidariedade que o PCP integra realiza-se num momento especialmente crítico na situação nos territórios palestinianos ocupados, em que Israel aprofunda as provocações e a brutal repressão sobre o povo palestiniano, leva a cabo novos bombardeamentos contra a Faixa de Gaza e estende ainda mais a sua política de colonatos e bloqueio dos territórios palestinianos ocupados».

Repressão brutal

A intensificação da violência sionista na Cisjordânia, em Jerusalém Oriental e na Faixa de Gaza provocou, nos últimos dias, pelo menos 26 mortos entre a população árabe. Só desde sábado, 10, as forças israelitas feriram mais de 900 palestinianos, dezenas dos quais com fogo real, durante os confrontos nos territórios ocupados, calcula a agência de notícias Maan.

Na Faixa de Gaza, os bombardeamentos repetem-se indiscriminadamente. No sábado, 11, uma mulher grávida, de 30 anos, e a sua filha, de dois, morreram na sequência de um ataque aéreo à sua habitação.

Na Cisjordânia, na Faixa de Gaza e em Jerusalém Leste, os palestinianos levam por diante um levantamento popular de protesto contra as políticas racistas e a ocupação israelita. Israel responde recrudescendo a repressão com o argumento de que está a responder ao «terror palestiniano».

As autoridades palestinianas qualificam os ataques com facas registados contra colonos, membros das forças de segurança e cidadãos israelitas como actos desesperados, acusam o governo sionista de executar os seus autores mesmo quando estes já se encontram neutralizados – o que sucede na maioria dos casos – e defendem que o objectivo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu é provocar uma terceira intifada.

Netanyahu admitiu entretanto que os ataques de palestinianos com facas «não são organizados», mas sustenta que resultam da alegada instigação à violência por parte da Autoridade Nacional Palestiniana e do Hamas.

Analistas locais, citados pela imprensa, advertem, no entanto, que a «instigação» dos palestinianos, na sua maioria sem filiação partidária, deve ser atribuída ao impulso desesperado de retaliar contra a ocupação, defender a Mesquita de Al-Aqsa, um dos três lugares mais sagrados do Islão, bem como em resultado do encerramento da Cidade Velha de Jerusalém aos palestinianos.

 

FMJD saúda luta

«A Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD) saúda o povo palestiniano na sua luta rumo a um estado libertado, apoia a sua luta e o direito a resistir à ocupação através de todos os meios apropriados» e «exige o retorno de todos os refugiados à sua terra, bem como a libertação dos prisioneiros palestinianos das prisões israelitas», lê-se numa nota divulgada dia 8.

Para a FMJD, «o povo palestiniano prova, mais uma vez, o apego à sua terra natal e afirma o direito a resistir à ocupação».

 



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