«Empresários» à força
A maioria do chamado empreendedorismo em Portugal resulta do desemprego e é alimentado por programas governamentais destinados exclusivamente a desempregados.
A constatação é feita numa tese de doutoramento da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.
Em declarações à Lusa, dia 9, o seu autor, Gonçalo Brás, conclui que as pessoas são «empurradas para o mercado, muitas vezes impreparadas, o que pode resultar no endividamento».
Este «empreendedorismo», assente na necessidade e no autoemprego (Portugal tem uma taxa de autoemprego de 18,4%), é demasiado fugaz para ter efeitos no crescimento económico, considera o investigador, segundo o qual as políticas estatais «não têm dado resultado».