Mais votos e deputados
A Praça do Sertório acolheu na quinta-feira, 9, uma sessão pública de apresentação da lista de candidatos da CDU pelo distrito de Évora às eleições para a Assembleia da República.
Força portadora da verdadeira alternativa para o País
Esta iniciativa acontece depois de a Coligação PCP-PEV ter apresentado no dia 23 de Junho o seu primeiro candidato: João Oliveira. A lista, cujo mandatário distrital é Carlos Pinto Sá, presidente da Câmara de Évora, é ainda composta por Sara Fernandes, Valter Loios, Lina Maltez, Tiago Aldeias e Júlio Rebelo.
Na sua intervenção, João Oliveira sublinhou que vai ser preciso muito «esforço», «dedicação» e «luta» para voltar a «pôr de pé» o distrito de Évora e o País «depois de tantas malfeitorias levadas a cabo pelos partidos que executaram a política de direita», para recuperar a «economia e o emprego», assim como as «condições de vida, os direitos no trabalho, à habitação, saúde, educação e segurança social» e travar «a desertificação e o abandono do nosso território».
Porque os «alentejanos não esquecem aquilo que lhes foi feito», naquela iniciativa, onde estiveram mais de duas centenas de pessoas, o cabeça de lista da Coligação PCP-PEV exigiu responsabilidades «a quem criou este quadro de dificuldades e problemas que hoje vivemos», que passam pelo encerramento de escolas, serviços públicos e de saúde, tribunais, e quem contribuiu para a actual «situação de desemprego gritante». As críticas estenderam-se ainda ao abandono dos investimentos públicos, nomeadamente no Alqueva e do novo hospital central público de Évora.
Pelo contrário, destacou João Oliveira, «os alentejanos podem confiar na CDU, uma força imensa que tem provas dadas no respeito pelos compromissos assumidos com as populações».
«O voto de todos e de cada um pode ser um instrumento de perpetuação da política que nos conduziu ao buraco para onde fomos empurrados, mas também um elemento de transformação desta situação, de ruptura com a política de direita e de construção de uma política patriótica e de esquerda que devolva ao povo e ao País uma perspectiva de esperança e de confiança no futuro», salientou, frisando: «Nós somos a força da alternativa» e «temos soluções para resolver os problemas do País».
Força da coragem
No final da sessão – depois de Luís Encarnação, da Juventude CDU, de João Oliveira e de Afonso Luz, do Partido Ecologista «Os Verdes» (PEV) – interveio João Dias Coelho, da Comissão Política do Comité Central do PCP.
«A CDU, força que integra o PCP, o PEV, a Intervenção Democrática e muitos milhares de independentes, olha a realidade não como algo imutável, mas sim como um processo em transformação onde a força, a vontade e a luta do povo constituem elementos fundamentais para a construção de uma política patriótica e de esquerda», afirmou. «Ninguém é dono do voto e da vontade de cada um» e «não há sondagens, nem medos fabricados pela máquina da propaganda ideológica do grande capital que sejam capazes de vencer a vontade e a inteligência dos portugueses», acrescentou.
A Coligação PCP-PEV, sublinhou ainda José Dias Coelho, é «a força da coragem, da dignidade, do trabalho, da honestidade e da competência, a força que não trai, a força portadora da verdadeira alternativa para o País e das soluções para uma vida melhor».