Construir um grande resultado eleitoral
Os Bombeiros Novos de Aveiro acolheram no dia 10 um jantar-comício da CDU que contou com a presença de Jerónimo de Sousa. Miguel Viegas encabeça a lista por aquele distrito.
Aveiro tem sofrido na pele todos os ataques aos serviços públicosAveiro tem sofrido na pele todos os ataques aos serviços públicos
Nesta iniciativa marcaram presença centenas de pessoas provenientes de todo o distrito de Aveiro, fazendo do salão dos bombeiros um espaço pequeno, dando apoio à Coligação que junta PCP, PEV e ID.
No período das intervenções políticas, Adelino Nunes, operário e dirigente sindical, foi apresentado como o mandatário distrital da CDU. Usando da palavra, o mandatário sublinhou o compromisso da Coligação PCP-PEV com as lutas travadas pelos trabalhadores do distrito e do País, de onde nascerá a alternativa que o povo português e Portugal necessitam.
Por seu lado, Miguel Viegas, cabeça de lista da CDU, criticou o facto de o distrito de Aveiro ter sido, talvez como nenhum outro no País, «alvo de todos as experiências por parte do grande capital, constituindo assim uma espécie de laboratório de ensaio da política de direita».
«A par do declínio económico, com o encerramento de milhares de empresas, do desemprego em massa e da imigração dos nossos jovens, a população do distrito de Aveiro tem sofrido na pele todos os ataques aos serviços públicos», criticou.
No entanto, não é apenas no sector público que se sente as consequências da política de direita. Na Portucel e da Vulcano, empresas «onde, apesar dos lucros astronómicos e do volume de encomendas, grassa a precariedade e a exploração, sujeitando centenas de trabalhadores à incerteza do emprego, à competição por aumentos salariais, a bancos de horas que lhes roubam o direito a uma vida pessoal», denunciou o candidato.
Na sua intervenção, Miguel Viegas dirigiu ainda uma calorosa e particular saudação aos trabalhadores da Renault Cacia. «Contra as chantagens e as pressões da administração, e as dificuldades de quem tem de pôr comida na mesa dos filhos, foi com enorme coragem que os trabalhadores da Renault conseguiram conquistar aumentos salariais e a integração de dezenas de trabalhadores no quadro da empresa», valorizou, lembrando que aquela luta e a sua vitória «saltou as fronteiras da empresa e do País e animou trabalhadores do mesmo grupo a lutarem e alcançarem também aumentos salariais».
«Aqui fica a prova de que vale a pena lutar, porque com a luta se avança e se conquista, se supera tudo, mesmo o que tantas vezes nos tentam impor como impossível ou inevitável. Partimos para esta batalha eleitoral com essa confiança, sabendo que estas eleições são mais uma etapa nessa luta e que, tal como nas outras áreas da vida, é na força do povo que está a força de construir a alternativa», acrescentou.
Dois caminhos
Por último, Jerónimo de Sousa afirmou que a opção dos portugueses nas próximas eleições legislativas se resume a dois caminhos: dar o seu voto ao PSD/CDS e ao PS, deixando que estes prossigam o caminho de desastre a que nos trouxeram; ou votar na CDU, força empenhada na ruptura com a política de direita que vem asfixiando o País e portadora de uma verdadeira alternativa, patriótica e de esquerda, ancorada na recuperação da soberania e dos instrumentos necessários para o desenvolvimento nacional.