O Jazz

Sexteto de Jazz de Lisboa

Refletindo na sua origem a progressão em qualidade que iria marcar de forma sustentada a evolução posterior do jazz português, o Sexteto de Jazz de Lisboa foi formado em 1984 a partir da carolice de meia dúzia de músicos de primeiro plano na cena jazzística da época. Tendo publicado em 1988 o único disco que nos deixou — Ao Encontro, nunca até hoje reeditado —, o sexteto foi há meses desafiado pelos autores do ciclo “Histórias de Jazz em Portugal” (António Curvelo e Manuel Jorge Veloso) a reunir-se de novo em palco, passados cerca de 30 anos! Tomás Pimental (trompete), Edgar Caramelo (saxofones), Mário Laginha (piano) e os irmãos Pedro e Mário Barreiros (contrabaixo e bateria) aceitaram o repto e convidaram o jovem Ricardo Toscano (sax-alto) para substituir o saudoso Jorge Reis, entretanto desaparecido. Um dos grandes momentos da Festa!

 

Ensemble Super Moderne

O impetuoso surgimento deste Ensemble, há cerca de dois anos, veio deitar por terra divisões artificiais entre os adeptos da improvisação total e os que apostam em formas de invenção mais organizadas. Constituído por músicos de profunda cultura musical e jazzística, em destaque na cena de jazz do Porto, o grupo opta de forma decidida pela destruição das barreiras estéticas, fundada na evocação de diversos mundos musicais: Frank Zappa, o jazz swingado, a música contemporânea, o rock progressivo ou a improvisação livre.

José Pedro Coelho, Rui Teixeira, José Soares, Paulo Perfeito, Eurico Costa, Carlos Azevedo, Miguel Ângelo e Mário Costa são os oito magníficos deste grupo, único no nosso país. Melhor disco de jazz português de 2014!

Marta Hugon

Marta Hugon é hoje uma das nossas vozes mais experientes, ao mesmo tempo evidenciando musicalidade e versatilidade em várias direções do jazz. Partindo da tradição dos standards até ao chegar ao modernismo da nova canção, o seguro trajeto da cantora traduz-se em três CDs notáveis editados em seu nome. A Different Time, o mais recente, vê Marta experimentar caminhos mais próximos da pop, sempre evidenciando um profundo saber das envolventes de uma canção, agora com particular incidência nas letras que escreveu. Os arranjos pertencem a Filipe Melo, pianista e diretor musical do seu quinteto, que integra ainda Mário Delgado (guitarra), Nelson Cascais (contrabaixo) e André Sousa Machado (bateria).

 

Jorge Moniz Quarteto

Inspirado por conceitos musicais muito contrastantes, Jorge Moniz explora em A Inquieta Luz, o seu segundo disco pessoal recentemente editado, um repertório que não abandona aspectos significantes da tradição jazzística mas ao mesmo tempo se deixa invadir pela música popular portuguesa e pelo drum ‘n’ bass. A carreira profissional de Moniz tem-se feito notar a partir da sua intervenção plural como baterista seguro e exemplar. No seu quarteto atual participam ainda músicos altamente talentosos como Luís Figueiredo (piano), Mário Delgado (guitarra) e João Custódio (contrabaixo).

 



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