Problemas têm solução
Entre os dias 2 e 4 de Julho, Anibal Pires, deputado do PCP na Assembleia Legislativa dos Açores, visitou a ilha de São Jorge. Os problemas dos jorgenses serão agora levados ao Parlamento Regional.
Perda de população na ilha de São Jorge
No final da visita oficial, o Partido alertou para a perda de população em São Jorge, estando na origem deste fenómeno «os problemas do emprego e do sector produtivo, base económica da ilha, que continuam num processo de estrangulamento progressivo, sem que o Governo Regional tome das medidas que se impõem para inverter este ciclo».
Para além da contínua desvalorização dos rendimentos dos produtores, decorrente sobretudo da insuficiente valorização do queijo de São Jorge, o PCP sublinha que um dos obstáculos centrais na ilha são os transportes. «Aos conhecidos custos do transporte marítimo de mercadorias, somam-se as dificuldades do transporte aéreo», salientam, em nota de imprensa, os comunistas, considerando urgente a «planificação dos meios da transportadora aérea pública [SATA Air Açores], de modo a ampliar a oferta de lugares e carga para esta ilha».
Em relação ao sector das pescas, o Partido condena a redução das quotas de goraz e a inexistência de alternativas em relação às receitas geradas por este recurso, bem como a ausência de quotas para o atum rabilho, que foram impostas pela União Europeia sem fundamentação científica. «O Governo da República, numa atitude lamentável de subserviência e capilulação, acedeu a mais este ataque aos interesses dos pescadores portugueses, que mais uma vez não soube ou não quis defender», acusam os comunistas.
Incentivar o consumo de peixe
No início do mês, Aníbal Pires apresentou um projecto de Decreto Legislativo para incentivar o consumo de peixe dos Açores nas cantinas escolares da Região. Para o Partido, as cantinas escolares desempenham um papel essencial na formação dos hábitos alimentares das futuras gerações e, assim, devem fornecer refeições saudáveis e equilibradas e incentivar o consumo dos produtos locais, nomeadamente o de peixe fresco ou transformado localmente.
Com esta medida pretende-se também contribuir para o escoamento local do pescado açoriano que, apesar de constituir um produto de elevadíssima qualidade e valor nutricional, não pode competir em termos de preços com o peixe congelado, importado e de qualidade inferior.