Baltimore sob tensão

Um homem foi atingido por uma bala durante os protestos de segunda-feira, 4, em Baltimore. Os manifestantes acusam a polícia de ter disparado, mas as autoridades asseguram que o tiro partiu da arma do manifestante.
O incidente aconteceu depois da presidente da câmara da cidade ter levantado, domingo, 3, o recolher obrigatório, justificando o fim das restrições com o regresso à calma após dias de revolta incontida pelo assassinato de um jovem negro pela polícia.
Na sexta-feira, 1, a procuradora do Maryland anunciou que os seis agentes envolvidos na morte de Freddie Gray vão responder por homicídio. No sábado, 2, milhares de pessoas voltaram às ruas de Baltimore para celebrar a decisão e reclamar justiça. À semelhança, aliás, do que aconteceu quinta-feira, 30, em dezenas de cidades dos EUA.
Em Nova Iorque, os protestos contra o racismo e a brutalidade policial terminaram com a detenção de mais de 60 manifestantes, algo que também sucederia nos dias seguintes em Baltimore, onde desde o início das marchas de indignação mais de 200 pessoas foram presas. Só entre sexta-feira e sábado, cerca de 50 ficaram sob custódia policial, provando que apesar do carácter pacífico das ultimas iniciativas populares e do levantamento do recolher obrigatório, o clima de tensão permanece.
O assassinato de Freddie Gray, a 19 de Abril, trouxe para o debate público números reveladores da conduta racista e brutal das forças repressivas. Segundo dados oficiais da Agência Estatística da Justiça, 4813 pessoas morreram entre 2003 e 2009 sob custódia policial, quase 60 por cento dos quais negros ou hispânicos. 15 estados norte-americanos, entre os quais o Maryland, não forneceram dados.



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