Netanyahu extrema posições

Em vésperas das eleições em Israel, marcadas para 17 de Março, a campanha eleitoral está ao rubro e as sondagens apontam para um empate técnico entre o Likud e o seu principal opositor da União Sionista, Yitzhak Herzog, apoiado pela formação Hatnua (O Movimento).

No extremar de posições, Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro cessante, foi acusado na imprensa israelita de há seis anos ter feito um acordo secreto para a solução pacífica da questão palestiniana baseado no princípio de «paz por terra», que teria também o apoio dos Estados Unidos. Segundo a Prensa latina, a reacção de Netanyahu não se fez esperar: «não haverá retirada nem concessões», afirmou numa declaração pública, argumentando que «qualquer território que entreguemos [aos palestinianos] será ocupado por extremistas islâmicos».

A declaração, vista como um toque de finados para a esperança de uma solução negociada do conflito palestiniano, poderá acalmar os ânimos entre as facções mais radicais do Likud, o partido de Netanyahu, mas está longe de satisfazer sectores cada vez mais amplos da sociedade israelita, que exigem que o próximo governo se centre em questões de política interna como a educação, saúde e custo de vida, entre outros. Isso mesmo vieram exigir os milhares de pessoas que se manifestaram no sábado, 7, na praça central de Telavive, numa iniciativa organizada por movimentos sociais e forças de esquerda.

 



Mais artigos de: Internacional

«Caça às bruxas» na Ucrânia

O Partido Comunista da Ucrânia denuncia estar a ser alvo de uma «caça às bruxas» por parte do governo, e de estar em curso um processo que criminaliza a contestação das forças democráticas e antifascistas, próprio de qualquer ditadura.

Solidariedade reforçada

No momento em que a Venezuela enfrenta uma nova tentativa de golpe de Estado alimentada pelos EUA, os povos unem-se em defesa da República Bolivariana, da sua soberania e povo.

Desdolarização na ordem do dia

A China acaba de anunciar o lançamento do seu próprio sistema de pagamentos internacionais, o CIPS, no que é considerado mais um passo para reforçar a sua moeda – o yuan – e reduzir a dependência do país face ao dólar. Segundo informa a Reuters, o sistema para...

O olhar de Tintim<br>de volta ao Congo

Os Estados Unidos e outros países ocidentais estão a intensificar a ingerência nos assuntos internos da República Democrática do Congo. De passagem por Kinshasa, o representante especial do presidente norte-americano para a região dos Grandes Lagos, Russel Feingold, declarou...