EUA e Turquia treinam «rebeldes»
Washington e Ancara formalizaram, quinta-feira, 19, um acordo para fornecer equipamento e treino militar a grupos armados sírios. Segundo noticiou a Reuters, os EUA avançam mesmo considerando as preocupações manifestadas por vários oficiais norte-americanos e o ex-embaixador Robert Ford, para quem não é possível ter a certeza se os «rebeldes» irão combater o extremismo islâmico na região e, simultaneamente, derrubar o governo liderado por Bachar al-Assad.
De acordo com a mesma fonte, que cita informações veiculadas pelo Wall Street Journal, os EUA vão enviar desde já 400 soldados instrutores para a fronteira com a Síria, dando início a um plano que prevê adestrar cinco mil homens durante os próximos três anos. A Arábia Saudita e o Catar podem, também, vir a ceder os respectivos territórios para treinos.
Entretanto, a Turquia realizou a sua primeira incursão terrestre na Síria desde o início do conflito no país. A operação levada a cabo por tropas de elite visou resgatar 40 soldados de uma zona de soberania turca onde se encontra o túmulo do fundador do império otomano, que alegadamente se encontrava cercado por membros do Estado Islâmico, e cujas relíquias foram levadas para a Turquia.