Sionismo criminoso
As novas construções em colonatos judeus na Cisjordânia e em Jerusalém Leste aumentaram 40 por cento em 2014 face ao ano anterior, calcula a ONG Peace Now. De acordo com a organização, o ano passado iniciou-se a construção de 3100 habitações e foram lançados concursos para outras 4485 residências nos territórios palestinianos ocupados, cifra que representa «um recorde na última década».
Desde meados de Março de 2013, foram edificadas ou iniciados os projectos de mais de dez mil casas em 44 colonatos, considerados ilegais à luz do direito internacional. Números que, para a Peace Now, «mostram que Benjamim Netanayhu faz tudo para tornar impossível uma solução para ambos os estados – israelita e palestiniano».
Mas a inviabilização de uma solução política para o conflito árabe-israelita que o sionismo e os seus sustentáculos fomentam, passa, também, pela criminalização das vítimas. É o caso da recente condenação, por um tribunal dos EUA, da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) ao pagamento de 193 milhões de euros em indemnizações pelos atentados cometidos em Israel, entre 2001 e 2004.
A ANP já considerou « negativa» a sentença, ao passo que o governo de Israel, através do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Avigdor Lieberman, qualificou-a de «vitória moral para o Estado de Israel e para as vítimas do terrorismo».