Transição no Burkina Faso
O presidente interino do Burkina Faso, tenente-coronel Isaac Zida, recebeu esta segunda-feira, 10, a versão preliminar da carta de princípios para a transição do país para a democracia, elaborada por uma comissão constituída por seis civis e dois representantes das Forças Armadas. Segundo o porta-voz da comissão, Ablassé Ouedraogo, o texto prevê a criação de um Conselho Nacional para a Transição composto por 25 membros, que deverá acompanhar o processo até às eleições de Novembro de 2015, bem como a formação de um parlamento com 90 lugares, incluindo todas as forças políticas, religiosas, militares e da sociedade civil.
A carta de transição refere, por outro lado, que não poderão candidatar-se às próximas eleições nem o actual presidente nem o primeiro-ministro que designe o governo de transição. O texto contempla ainda a criação de uma comissão de justiça e verdade para apurar os abusos imputados ao antigo presidente Blaise Compaoré – obrigado a demitir-se após uma onda inédita de manifestações –, actualmente exilado na Costa do Marfim.
A carta de princípios, que deverá ser em breve submetida a discussão pública, enfatiza a honradez, transparência, dignidade, disciplina e civismo como valores prioritários.
A carta de transição refere, por outro lado, que não poderão candidatar-se às próximas eleições nem o actual presidente nem o primeiro-ministro que designe o governo de transição. O texto contempla ainda a criação de uma comissão de justiça e verdade para apurar os abusos imputados ao antigo presidente Blaise Compaoré – obrigado a demitir-se após uma onda inédita de manifestações –, actualmente exilado na Costa do Marfim.
A carta de princípios, que deverá ser em breve submetida a discussão pública, enfatiza a honradez, transparência, dignidade, disciplina e civismo como valores prioritários.