Serena Shim vítima de acidente suspeito
A jornalista Serena Shim, correspondente da estação iraniana Press TV na Turquia, morreu este domingo, 19, num suspeito acidente de viação ocorrido perto da fronteira turca com a Síria.
A Turquia tem sido acusada de apoiar os extremistas islâmicos
A jornalista, uma cidadã americana de origem libanesa, regressava ao hotel após uma reportagem na cidade de Suruç, na província turca de Urfa, quando o carro em que seguia colidiu com um veículo pesado. A identidade e o paradeiro do motorista do camião permanecem desconhecidos. Embora algumas notícias refiram que terá sido detido pelas autoridades de Ancara, não foram divulgados esclarecimentos oficiais.
As dúvidas que pairam sobre a trágica morte de Serena Shim, que deixa dois filhos menores, devem-se ao facto de dias antes do «acidente» os serviços secretos turcos a terem acusado de espionagem, provavelmente devido às suas reportagens sobre a posição da Turquia face aos terroristas do chamado Estado Islâmico na cidade síria de Kobani e na região, segundo a própria jornalista afirmou na Press TV na sexta-feira, 17.
De acordo com a sua reportagem, Shim fazia parte do reduzido número de jornalistas que têm divulgado histórias de extremistas islâmicos infiltrados na Síria através da fronteira com a Turquia, tendo revelado possuir imagens desses infiltrados que cruzam a fronteira em veículos supostamente ao serviço de diferentes organizações não governamentais (ONG), incluindo a Organização Mundial para a Alimentação. Na ocasião, a jornalista manifestou-se «surpresa» pela acusação de espionagem «porque não tenho nada a esconder e nunca fiz nada além do meu trabalho», rejeitou categoricamente as acusações e disse que temia ser presa.
A Turquia, que tem sido acusada por diversas fontes de apoiar os extremistas islâmicos que desde meados de Setembro têm vindo a massacrar várias aldeias curdas em território sírio, mantém um estranho silêncio sobre trágico incidente, apesar de o director de informação da Press TV, Hamid Reza Emadi, ter instado as autoridades de Ancara a apurar «exactamente o que aconteceu».
Uma guerra para durar
Entretanto a Jordânia decidiu integrar a coligação internacional, liderada pelos EUA, destinada alegadamente a combater o grupo do Estado Islâmico.
Para o rei Abdallah II, da Jordânia, o mundo está confrontado com uma «guerra entre moderação e extremismo» que «poderá prolongar-se por 15 anos». Falando num encontro com os deputados, o monarca considerou que há «uma guerra civil dentro do Islão», identificou o «extremismo» com o terrorismo e realçou que «a guerra contra o terrorismo não vai durar um ou dois anos».
Segundo a Lusa, o chefe de Estado jordano disse que esta «é uma guerra que precisa de anos», argumentando que «se bem que a luta militar seja necessária no curto prazo, a guerra ideológica e de segurança vai durar mais, talvez se prolongue por dez a 15 anos».
Abdallah II – que enfrenta uma polémica interna devido à sua decisão de integrar a coligação – aproveitou a ocasião para lembrar que a par do extremismo islâmico «existe também o extremismo sionista», que importa não escamotear. «Se todas as partes da região e do mundo querem combater isto, não podemos dizer que existe apenas o extremismo islâmico, mas temos de reconhecer a existência de extremismos em todas as religiões», disse.
Antes de o rei ter decidido integrar a luta contra o grupo do Estado Islâmico, 21 parlamentares jordanos fizeram uma petição a solicitar ao governo que não participasse na guerra.
As dúvidas que pairam sobre a trágica morte de Serena Shim, que deixa dois filhos menores, devem-se ao facto de dias antes do «acidente» os serviços secretos turcos a terem acusado de espionagem, provavelmente devido às suas reportagens sobre a posição da Turquia face aos terroristas do chamado Estado Islâmico na cidade síria de Kobani e na região, segundo a própria jornalista afirmou na Press TV na sexta-feira, 17.
De acordo com a sua reportagem, Shim fazia parte do reduzido número de jornalistas que têm divulgado histórias de extremistas islâmicos infiltrados na Síria através da fronteira com a Turquia, tendo revelado possuir imagens desses infiltrados que cruzam a fronteira em veículos supostamente ao serviço de diferentes organizações não governamentais (ONG), incluindo a Organização Mundial para a Alimentação. Na ocasião, a jornalista manifestou-se «surpresa» pela acusação de espionagem «porque não tenho nada a esconder e nunca fiz nada além do meu trabalho», rejeitou categoricamente as acusações e disse que temia ser presa.
A Turquia, que tem sido acusada por diversas fontes de apoiar os extremistas islâmicos que desde meados de Setembro têm vindo a massacrar várias aldeias curdas em território sírio, mantém um estranho silêncio sobre trágico incidente, apesar de o director de informação da Press TV, Hamid Reza Emadi, ter instado as autoridades de Ancara a apurar «exactamente o que aconteceu».
Uma guerra para durar
Entretanto a Jordânia decidiu integrar a coligação internacional, liderada pelos EUA, destinada alegadamente a combater o grupo do Estado Islâmico.
Para o rei Abdallah II, da Jordânia, o mundo está confrontado com uma «guerra entre moderação e extremismo» que «poderá prolongar-se por 15 anos». Falando num encontro com os deputados, o monarca considerou que há «uma guerra civil dentro do Islão», identificou o «extremismo» com o terrorismo e realçou que «a guerra contra o terrorismo não vai durar um ou dois anos».
Segundo a Lusa, o chefe de Estado jordano disse que esta «é uma guerra que precisa de anos», argumentando que «se bem que a luta militar seja necessária no curto prazo, a guerra ideológica e de segurança vai durar mais, talvez se prolongue por dez a 15 anos».
Abdallah II – que enfrenta uma polémica interna devido à sua decisão de integrar a coligação – aproveitou a ocasião para lembrar que a par do extremismo islâmico «existe também o extremismo sionista», que importa não escamotear. «Se todas as partes da região e do mundo querem combater isto, não podemos dizer que existe apenas o extremismo islâmico, mas temos de reconhecer a existência de extremismos em todas as religiões», disse.
Antes de o rei ter decidido integrar a luta contra o grupo do Estado Islâmico, 21 parlamentares jordanos fizeram uma petição a solicitar ao governo que não participasse na guerra.