Sector público paralisado
Cerca de meio milhão de trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde (NHS) do Reino Unido cumpriram, na segunda-feira, 13, uma greve de quatro horas, por aumentos salariais que atenuem a perda do poder de compra.
Esta greve, a primeira no NHS desde 1982, foi convocada por nove sindicatos, incluindo o Royal College of Midwives, um sindicato de parteiras, que participou numa greve pela primeira vez em 133 anos de existência.
Segundo declarou Dave Prentis, secretário-geral do sindicato UNISON, o maior sindicato do sector público do país, os salários reais dos funcionários do NHS diminuíram cerca de 12 por cento desde 2011, por força dos congelamentos e do aumento da inflação.
No dia seguinte, foi a vez de os trabalhadores dos municípios paralisarem, e para ontem, dia 15, estava marcada uma greve de 24 horas dos trabalhadores da administração central, convocada pelo sindicato PCS, que conta com mais de 250 mil filiados.
A semana de luta culmina, no sábado, 18, com uma grande manifestação em Londres, promovida pelo Congresso dos Sindicatos (TUC) e que reunirá sindicatos de todos os sectores, sob o lema «A Grã-Bretanha precisa de aumentos salariais».
De acordo com estimativas do TUC, os salários reais no Reino Unido caíram em média de 8,4 por cento nos últimos quatro anos, por isso reclama aumentos de cinco por cento.