Crise na Ucrânia

Rússia defende trégua

O presidente da Federação Russa pretende que o cessar-fogo entre o poder golpista e as forças antifascistas do Leste da Ucrânia se estenda e seja acompanhado de «conversações substanciais». À margem de uma visita oficial à Áustria, Vladimir Putin advertiu que «se em sete dias se pretende realizar um desarme, então estamos condenados ao fracasso», reiterando a posição russa manifestada anteriormente de que a trégua não deve ser um ultimato encapotado. Moscovo rejeita, igualmente, que a suspensão dos combates e a abertura de corredores humanitários em direcção à fronteira com a Rússia tenha como objectivo facilitar o êxodo dos russófonos da Ucrânia, o que equivaleria a uma limpeza étnica, frisa o Kremlin.
As autoridades do Leste da Ucrânia, por seu lado, já se manifestaram dispostas a calar as armas caso as forças fiéis a Kiev façam o mesmo e se abstenham de movimentações de contingentes no território, o que, acusam, não tem acontecido desde que o presidente Pioter Poroshenko divulgou o seu plano para a paz, sexta-feira, 20. O líder da República popular de Donetsk apelou ainda a que, conforme proposto, monitores russos e da OSCE verifiquem a interrupção do conflito armado.
Em Viena, Vladimir Putin comentou ainda a disputa em torno do fornecimento de gás à Ucrânia e Europa, advertindo que «os EUA fazem tudo para que o projecto russo fracasse», considerando tais manobras «uma típica luta entre competidores».


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