Forte luta nos transportes
Os trabalhadores das empresas privadas de transporte rodoviário de passageiros realizaram uma greve de 24 horas, no dia 12, contra o aumento do horário de trabalho por via da imposição do tempo de disponibilidade, contra a redução dos salários e em defesa da contratação colectiva. No seu portal, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS) afirma que «mais empresas foram abrangidas pela luta colectiva dos que se recusam a ser simples marionetas dos patrões» e revela que, no distrito de Braga, a adesão dos trabalhadores à greve nos grupos Transdev e Arriva foi superior a 90 por cento; em várias empresas da Região Centro a adesão variou entre os 70 e os 100 por cento; enquanto na TST, dando sequência a uma luta prolongada, a greve teve uma adesão de 65 por cento. Os trabalhadores em greve realizaram concentrações em Lisboa e no Porto, tendo aprovado uma resolução em que, para além de exigirem a suspensão das medidas que visam aumentar o horário de trabalho, solicitam às organizações sindicais que procurem reunir-se com o secretário de Estado dos Transportes, a associação patronal e o inspector-geral da Autoridade para as Condições do Trabalho.
Pelas 35 horas, em Coimbra
Os trabalhadores dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) decidiram, em plenário realizado no dia 12, enviar à administração da empresa a exigência da manutenção das 35 horas de trabalho semanais. Apesar da insistência, os trabalhadores ainda não obtiveram qualquer reposta, informou o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local (STAL), mantendo actualmente as 35 horas porque, a 16 de Outubro, o Tribunal de Coimbra aceitou uma providência cautelar.