Greve na Valorsul

Às zero horas de segunda-feira começou, com adesão total, uma greve de quatro dias dos trabalhadores da Valorsul. Na madrugada de 16 para 17, junto à central de São João da Talha, teve lugar uma concentração, onde esteve também o Secretário-geral da CGTP-IN. Ao longo da semana de luta, Arménio Carlos participou em várias iniciativas em empresas, sectores e regiões. A greve na Valorsul, convocada pelo SITE CSRA e aprovada por unanimidade, num plenário a 27 de Fevereiro, prosseguiu com adesão praticamente total, apenas assegurando os serviços mínimos (manutenção de instalações). Os trabalhadores lutam contra a privatização, contra os cortes e o congelamento dos salários, pela reposição dos descansos compensatórios e pelo cumprimento do Acordo de Empresa. Anteontem, os piquetes de greve impediram carros de lixo da CM Lisboa de entrar na central e no aterro do Mato da Cruz. A greve deverá terminar à meia-noite de hoje.

 

Ferroviários 

A luta contra os actuais e futuros roubos nos salários, pela defesa dos acordos de empresa, pela reposição de direitos e contra a privatização não se compõe apenas de um momento e, insistindo, persistindo e resistindo, ela incomoda e desgasta os que prosseguem essa ofensiva contra os trabalhadores. O comentário do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário abriu o comunicado que, na sexta-feira, informou sobre a forte adesão, registada na CP Carga, à greve de dia 13, provocando a paralisação quase total da actividade. Na CP e na Refer, o sindicato da Fectrans/CGTP-IN denunciou uma grande azáfama dos responsáveis, para atingirem o objectivo de colocar composições em circulação. Mostram assim que têm medo da luta organizada dos trabalhadores, a qual vai continuar, afirma o sindicato.




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