Em memória de Eusébio
«Eusébio da Silva Ferreira ganhou a eternidade. Deixou-nos a marca de um talento sem par, a memória da simplicidade e da humildade própria dos grandes homens e o estímulo do seu exemplo», afirma-se no voto de pesar da AR, subscrito por todos os partidos, pela morte do antigo futebolista, glória do Benfica e da Selecção Nacional.
No texto, a que se associou o Governo, sublinha-se que «às incomparáveis qualidades desportivas, Eusébio acrescentava as características humanas que fizeram dele uma referência afectiva para todos nós: rosto de diversas campanhas humanitárias e solidárias, homem de uma naturalidade genuína e de um entusiasmo contagiante».
Todas as bancadas, pelas voz dos seus líderes, elogiaram sexta-feira passada as características singulares do «Pantera Negra», relevando, sobretudo, como fez o deputado comunista João Oliveira, o «grande exemplo» que ele foi para várias gerações.
Presentes nas galerias estiveram familiares próximos de Eusébio e o presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira. Marcaram ainda presença o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Fernando Gomes, e o presidente da Liga de Clubes, Mário Figueiredo.
Eusébio, nascido em Moçambique, ganhou a Bola de Ouro em 1965 e conquistou duas Botas de Ouro (1967/68 e 1972/73). No Mundial de Inglaterra, em 1966, foi considerado o melhor jogador e foi o melhor marcador, com nove golos, levando Portugal ao terceiro lugar.