Atitude de subserviência
Considerando «digna» a atitude da presidente da Assembleia da República, que respondeu à petição que reuniu 1050 assinaturas contra o encerramento da repartição de Finanças, a Comissão de Utentes em Defesa dos Serviços Públicos de Oliveira de Frades, em nota de imprensa, lamentou a «atitude incompreensível» das presidências da Assembleia e da Câmara Municipal daquele concelho, que não agendaram qualquer reunião, como solicitado no abaixo-assinado, nem manifestaram qualquer oposição ao eminente encerramento do serviço público.
No documento enviado aos jornalistas, os utentes dão ainda conta de que na reunião da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões (CIMVDL) o único município que votou contra a moção que se opunha ao encerramento das repartições de Finanças nos 14 municípios da comunidade foi o de Oliveira de Frades, pela mão do seu presidente Luís Vasconcelos.
«É caso para recordar ao presidente Luís Vasconcelos que quem o elegeu não foi o Governo PSD/CDS, mas sim os votantes do concelho, que lhe deviam merecer um pouco mais de respeito. A menos que a sua atitude de subserviência ao Governo e contrária aos interesses dos habitantes do concelho se inscreva numa estratégia pessoal de troca de favores», refere a Comissão, congratulando-se com a aprovação da moção conjunta por parte de oito municípios contra o encerramento dos serviços públicos em Castro Daire, Vila Nova de Paiva, Sátão, Penalva do Castelo, Nelas, Santa Comba Dão, Mortágua e Carregal do Sal.
Os utentes saúdam, de igual forma, a aprovação, por unanimidade, da moção contra o encerramento dos serviços públicos em Oliveira de Frades, apresentada pela CDU na Assembleia de Freguesia de Pinheiro.