Fome crónica
Um oitavo da população mundial não dispõe de alimentos suficientes para uma vida saudável e activa, revelou a ONU num documento sobre a insegurança alimentar ao nível global, para o qual contribuíram o Programa Alimentar Mundial, a Agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola.
Realçando o facto de 38 países já terem alcançado a meta do milénio de reduzir para metade a pobreza extrema e a fome, no texto sublinha-se que alcançar igual progresso no que toca à fome crónica até 2015, «requererá esforços adicionais consideráveis e imediatos».
Leste e Sudeste asiático, e América Latina foram as zonas do planeta onde se registaram maiores progressos, ao passo que as restantes regiões asiáticas e o continente africano revelam avanços muito débeis ou mesmo nulos. Nos países desenvolvidos, quase 16 milhões de pessoas sofrem de fome crónica.
Entretanto, a Coordenadora Estatal de Comércio Justo denunciou que é nos países mais pobres que se produz 70 por cento dos alimentos consumidos em todo o mundo, estando a esmagadora maioria daqueles territórios, bem como os seus trabalhadores e populações, reféns da exploração imposta pelas transnacionais da agro-indústria, que dominam e determinam as regras em toda a cadeia produtiva.