Alfredo Guevara um intelectual revolucionário
Alfredo Guevara, falecido dia 19 de Abril aos 87 anos, foi não só um comunista convicto, amigo de Fidel Castro desde a juventude, mas também o criador do cinema revolucionário cubano e um dos fundadores do «novo cinema latino-americano».
Combatente contra a ditadura de Batista, foi preso, torturado e exilado. Nos anos 50 integra a Sociedade Cultural Nosso Tempo e participa com outros cineastas no documentário censurado «El Mégano» (em 1955), de Júlio Garcia Espinosa, que retrata a vida infernal dos carvoeiros cubanos.
Após a revolução, funda em 1959 o Instituto Cubano da Arte e Indústria Cinematográficas, o qual dirige até 1981 e depois nos anos 90. Foi vice-ministro da Cultura (1975), organizador do Festival do Novo Cinema Latino-Americano de Havana (1979) e embaixador de Cuba na Unesco de 1983 a 1992.
Entre os vários prémios que recebeu, estão a Ordem Félix Varela de Primeiro Grau, o mais alto galardão da cultura cubana (1981) e a Ordem José Martí, a mais alta distinção do Estado cubano, que lhe foi entregue pelo presidente Raúl Castro em 2009.
O seu trabalho como criador e divulgador do cinema, como ensaísta e pensador, teve também o reconhecimento da UNESCO que lhe atribuiu a Medalha de Ouro Federico Fellini em 1983. A República Francesa distinguiu-o com a Ordem da Legião de Honra.