Regressar ao passado
A propósito da proposta de extinção de nove freguesias do concelho de Sintra, aprovada na Assembleia da República pela maioria PSD/CDS, Pedro Ventura, vereador na Câmara Municipal, salientou que a mesma ofende qualquer autarca «do nosso concelho na sua qualidade de eleito local» e na «sua qualidade de sintrense».
«Qualquer reforma autárquica só será bem aceite se a população a entender, se originar benefícios para essa mesma população. Esse poderia ser um caminho, mas a opção foi contrária, ao arrepio da Câmara Municipal, da Assembleia Municipal, das assembleias de Freguesia, do povo de Sintra, o que revela uma falta de cultura democrática, como já não se observava há muitas décadas», acusou, em declaração política, o eleito do PCP, lembrando que «todas as freguesias» no município de Sintra «têm plena justificação, de acordo com os critérios definidos pelo Governo, «servem critérios de proximidade e de descentralização administrativa», «servem estratégias de desenvolvimento local», «potenciam economias de escala de afectação dos recursos públicos e na sustentabilidade da estrutura autárquica», «valorizam a prestação do serviço público» e «resultam do respeito pela especificidade local».
«Regressar a um modelo com 11 freguesias é regressar aos anos 20 do século passado, quando a população do concelho não atingia os 30 mil habitantes», salientou, dando conta de que em Sintra foram recentemente criadas freguesias, no tecido urbano, como as da cidade de Agualva-Cacém e de Queluz, que «têm prestado um serviço inestimável às populações».