Com as lutas dos jornalistas

Várias manifestações de solidariedade acompanharam a vigília de trabalhadores da agência Lusa, na sexta-feira, junto à residência oficial do primeiro-ministro, em protesto contra o corte de 30,9 por cento no valor anual do contrato-programa, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2013. No gabinete de Passos Coelho foi deixado um documento sobre a situação actual da agência e os perigos da redução do financiamento público, nomeadamente o enfraquecimento da democracia.

A concentração contou com a presença, entre outros, de Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN, do deputado comunista Bruno Dias, de personalidades da cultura e do jornalismo, como José Rebelo (professor do ISCTE, antigo jornalista e membro do Conselho de Opinião da RTP), Mário Figueiredo (ex-provedor do ouvinte da RDP), Carlos Mendes (compositor e cantor), António Louçã, da Comissão de Trabalhadores da RTP e membros da direcção do Sindicato dos Jornalistas. Pilar del Río, jornalista espanhola, viúva de José Saramago e presidente da fundação que tem o nome do escritor, enviou uma mensagem.

Arménio Carlos observou que os trabalhadores da Lusa estão a defender os seus legítimos direitos, mas a sua luta é também em defesa do serviço público de informação e pela coesão económica e social do País.

Bruno Dias lembrou que o apoio do PCP se tem traduzido em propostas concretas, como a que defende que o OE mantenha em 2013 o mesmo valor que o contrato-programa teve em 2012 (como é reivindicado pelos trabalhadores). 

Conferência

O presidente do Sindicato dos Jornalistas criticou a «fúria legislativa» do Governo para a comunicação social e reiterou que o SJ vai manter-se «na primeira linha» na defesa do serviço público informativo de televisão, de rádio e de agência. No encerramento da conferência nacional dos jornalistas, que teve lugar no sábado, em Lisboa, Alfredo Maia reafirmou que as forças policiais não têm legitimidade para acederem a imagens de televisão não editadas.

No encontro, em que participaram largas dezenas de jornalistas, foi debatida a actual situação no sector, marcada por centenas de despedimentos, pela precariedade dos vínculos laborais e pela concentração da propriedade dos órgãos de comunicação social.




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