Ainda a greve geral

A maior dos últimos anos

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Prossegue nas organizações do Partido a avaliação da greve geral do passado dia 14 de Novembro com o tom dominante de que se tratou, sem dúvidas, da maior greve geral realizada nos últimos anos. Em Santarém, a Direcção da Organização Regional salienta a adesão «muito expressiva» tanto no sector público como no privado. Se, na Saúde, se verificou uma «elevadíssima adesão» nos quatro hospitais do distrito e na grande maioria dos centros e extensões de Saúde, muitos dos quais encerraram, nas escolas e demais serviços a participação foi igualmente «expressiva».

Mas foi no sector privado que esta greve mais se diferenciou das outras, com adesões muito elevadas em diversas empresas. Notória foi a paralisação da quase totalidade dos transportes rodoviários e a ausência de comboios em circulação. Na EMEF do Entroncamento, apenas quatro dos cerca de 400 trabalhadores não fizeram greve. Significativa foi ainda a participação dos trabalhadores de empresas como a Fundição Rossio de Abrantes, Mitsubishi, Silicália, Postejo, Papel do Prado, entre muitas outras.

Menos expressivas, mas nem por isso com menor significado (dada a tradição ou a pressão exercida) foi a adesão em empresas como a Renoldy, a Renova, a Sonae Carnes ou a Postejo.

A Comissão Concelhia de Beja, por seu lado, fala de uma «grande jornada de luta do povo português e em concreto dos trabalhadores do concelho». O encerramento da «maior parte dos serviços da administração local», dos serviços operacionais da Empresa Municipal de Água e Saneamento e dos serviços da administração central atesta a elevada adesão. Tal como a «significativa adesão» dos médicos, enfermeiros e trabalhadores da Administração Pública no Hospital de Beja e nos centros de Saúde, e do encerramento de escolas e infantários.

No sector privado, os comunistas de Beja sublinham as adesões expressivas dos trabalhadores da SAPJU/Matadouro, da RTS, da Multiauto, e de outras pequenas e médias empresas do concelho. A Comissão Concelhia não esquece todos os que, manifestando a intenção de aderir à greve geral, ainda não o fizeram, «fruto ou da precária situação laboral em que se encontram ou ainda fruto das pressões patronais».

 



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