PCP recebeu CPPME

Travar a ruína

O PCP recebeu, dia 23, na sua sede, uma delegação da Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas (CPPME). A delegação do PCP era composta pelo Secretário-geral Jerónimo de Sousa e por Agostinho Lopes, membro do Comité Central e deputado, enquanto que a da CPPME era dirigida pelo seu presidente, João Pedro Soares.

No final do encontro, Jerónimo de Sousa, em declarações à comunicação social, disse que o Orçamento do Estado para 2013 significará a «ruína» para milhares de pequenas empresas e que com ela virá também o desemprego de mais uns milhares de trabalhadores. Segundo o dirigente comunista, a CPPME transmitiu a apreensão que muitos empresários sentem com a aprovação do OE e o que dela decorre, nomeadamente o aumento da carga fiscal e a redução ainda mais acentuada do poder de compra da generalidade da população, o que poderá significar a falência de muitos pequenos empresários. Entre os sectores mais afectados por esta situação – que já hoje se sente e que o OE 2013 agravará – estão a restauração, a construção civil ou o comércio.

Jerónimo de Sousa chamou ainda a atenção para o conjunto de propostas apresentadas pelo PCP que respondiam a estas preocupações dos micro, pequenos e médios empresários, e que a maioria PSD/CDS não mostrou abertura para acolher, falando mesmo de um «bloqueio» por parte dos dois partidos. As propostas do PCP, reafirmou, contribuiriam para dinamizar o mercado interno, para o qual trabalha a esmagadora maioria das empresas portuguesas e, também, a maioria dos trabalhadores.

O presidente da CPPME, João Pedro Soares, denunciou por seu turno a «diferenciação fiscal negativa» de que são alvo as pequenas empresas face às grandes, salientando que no Orçamento do Estado para 2013 esta situação agrava-se por via do IRC, do pagamento por conta, da derrama ou do IVA. A CPPME pediu audiências a todos os partidos políticos, mas só o PCP recebeu a estrutura empresarial. O objectivo dos encontros era alertar para as consequências dramáticas do OE para a sobrevivência de muitas empresas e de milhares de postos de trabalho. 



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